Esporte

Sangue Rubro Negro: reconhecimento nacional e inspiração para torcidas paranaenses

Saiba como surgiu a torcida organizada do Operário Laranjeiras e como os membros estão se preparando para a Série Prata, em 2020
Uma das marcas registradas do Sangue Rubro Negro é a faixa colocada sempre no local onde fica a torcida organizada (Foto: Antônio Dias)

O Brasil é o país do futebol, está na veia, circulando no sangue, o amor por esse esporte. Uma prova prática desse sentimento intrínseco ao povo brasileiro é a existência de grandes e animadoras torcidas em todo o território.

A função das torcidas é fundamental para o alto desempenho dos atletas em campo e para fomentar cada vez mais a emoção aos demais torcedores. O exemplo mais próximo de nós é a torcida organizada Sangue Rubro Negro, que leva felicidade e inspiração para os jogos do Operário Laranjeiras.

O começo do Sangue Rubro Negro

Segundo Evandro Muller, que é presidente da Sangue Rubro Negro, a ideia de reunir um pessoal para movimentar o ginásio surgiu aproximadamente no terceiro ou quarto jogo do time, por incentivo do próprio clube, que ia até os colégios e emprestava instrumentos para serem utilizados. Dois dos membros iniciais eram da antiga torcida organizada do antigo União Operário.

Os primeiros momentos não foram tão bem-sucedidos quanto o desempenho atual. Com o passar do tempo, ex-membros de grandes torcidas do Estado, atualmente moradores de Laranjeiras do Sul, foram se integrando e aumentando em qualidade e tamanho o Sangue Rubro Negro.

O próprio Evandro já fez parte da torcida do time de Cascavel durante dez anos. Na época, era denominado Serpente Tricolor, uma das maiores torcidas de futsal do Paraná. Com o apoio dessas pessoas, que já detinham experiência, o sucesso acabou sendo inevitável.

Atingindo outro patamar

No estado atual, a torcida é independente e tem buscado se formalizar. Apesar de já ter membros definidos há três meses, agora também há um estatuto em espera para ser aprovado pela Câmara de Laranjeiras do Sul, tornando-se uma associação.

Nesse outro nível, a torcida, além de ter uma sede própria, poderá adquirir mais recursos, por exemplo com a cobrança de mensalidades dos participantes ou realizando ações, visando cobrir os custos de participar dos jogos da Série Prata.

O mais importante a se destacar, na verdade, não é a formalização e sim a grandiosidade do trabalho. “Temos uma enorme quantidade de torcedores ativos, bandeira, faixa, camisetas, uma identidade visual legal, instrumentos e, ainda, mantemos dinheiro em caixa”, disse Evandro.

“Há times que estão na Série Ouro que não tem o que nós temos. Das 31 equipes que fizeram parte da Bronze, cinco tinham torcida organizada. Depois do que fizemos em Prudentópolis, ficamos conhecidos no Brasil inteiro!”, disse. “Em São João do Ivaí a torcida veio falar conosco, disse que eles veem o que nós fazemos, tiram ideias, se inspiram”, finalizou.

Ação social

O presidente da torcida também contou sobre uma ação que está sendo idealizada para o jogo da final.

Quem for assistir ao jogo e levar um brinquedo, ganhará uma máscara personalizada que foi feita especialmente para o grande jogo da decisão.