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Sem combustível, prefeituras paranaenses paralisam parcialmente atividades

Centenas de prefeituras do Paraná estão fechando suas portas, desde sexta-feira, devido à falta de combustível para abastecer suas frotas de veículos e de maquinário ou em sinal de apoio à greve dos caminhoneiros.
Frank Schiavini, presidente da AMP. (Foto: Divulgação/Assessoria)

Mesmo com o acordo anunciado hoje pelo Governo Federal com representantes dos caminhoneiros, os sucessivos aumentos dos combustíveis geram um custo elevado para a operação das frotas de ônibus escolares e de máquinas mantidas pelas prefeituras.

Preocupado com o problema, o presidente da AMP (Associação dos Municípios do Paraná) e prefeito de Coronel Vivida, Frank Schiavini, pediu solução urgente para a paralisação."Nós respeitamos a greve dos caminhoneiros e queremos a redução do valor do diesel, mas a falta de combustível começa a criar graves problemas para as prefeituras", comentou Schiavini, que pede providências urgentes das autoridades diante do problema. O quadro de paralisação das prefeituras apurado pela AMP nas regiões do Estado, até às 11h30, de hoje, foi o seguinte:

 

Amerios

Na sexta-feira, o presidente da Amerios (Associação dos Municípios da Região do Entre Rios) e prefeito de Pérola, Darlan Scalco, distribuiu documento na sexta-feira (dia 25) com orientações às 32 prefeituras da região. Se a greve não acabar até esta semana, a orientação da Amerios é que as prefeituras suspendam as aulas e o transporte escolar dos alunos da rede municipal de ensino e do funcionamento do maquinário, mantendo apenas a coleta de lixo e o funcionamento de ambulâncias.

 

Comcam

As 25 prefeituras da Comcam (Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão) vão fechar suas portas hoje, a partir das 13 horas, em solidariedade à greve dos caminhoneiros. A presidente da Comcam e prefeita de Farol Angela Kraus, informou que serão mantidos apenas a coleta de lixo, a manutenção dos serviços de saúde e de assistència social.

 

AMCG

A maioria das 18 prefeituras da AMCG (Associação dos Municípios dos Campos gerais) está mantendo apenas os serviços essenciais de saúde e de coleta de lixo. O transporte escolar e o uso de maquinários estão suspensos, segundo o presidente da organização, o prefeito de Jaguariaíva, José Sloboda.

 

Cantu

O presidente da Cantu (Associação dos Municípios do Cantuquiriguaçu) e prefeito de Laranjeiras do Sul, Berto Silva, disse que o transporte escolar nos 20 municípios da região está praticamente parado, bem como os serviços rodoviários. Estão mantidos, porém, os serviços de saúde e de coleta do lixo.

 

Amsop

O presidente da Amsop (Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná) e prefeito de Santa Isabel do Oeste, Moacir Fiamoncini, informou que, dos 41 municípios da região, o transporte escolar estava normalizado em 32 municípios até sexta-feira. A partir e hoje, apenas oito cidades vão manter o serviço.

 

Amocentro

O presidente da Amocentro (Associação dos Municípios do Centro do Paraná), Maicol Barbosa, disse que os 17 municípios da região paralisaram o transporte escolar, o transporte coletivo e os maquinários do pátio, trabalhando apenas com os serviços essências de saúde (ambulância e transporte de pacientes) e coleta de lixo. As aulas estão suspensa nas redes municipal e estadual.

 

Amuvi

O presidente da Amuvi (Associação dos Municípios do vale do Ivaí) e prefeito de Apucarana, Beto Preto, disse que a maioria das 26 prefeituras da região continua trabalhando. Várias emitiram notas de apoio dos prefeitos aos caminhoneiros, mas estudam fecharem as portas a partir de amanhã (dia 29).

 

Amepar

A maioria dos 22 municípios da Amepar (Associação dos Municípios do Médio Paranapanema) estão operando com estrutura mínima para garantir a manutenção dos serviços básicos e de urgência como coleta de lixo e transporte de saúde para urgências e emergências.

Os municípios pequenos que costumam manter depósitos de diesel tem autonomia , no máximo, até quarta-feira, dia em que devem reavaliar a situação e decidir o que farão, caso a greve permaneça. O presidente da Amepar e prefeito de Centenário do Sul, Luiz Nicácio, explica que cada município tem uma realidade diferente, e vai tentar manter os serviços essenciais pelo maior tempo possível , para proteger sua população.

 

Amusep

Na Amusep (Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense), o presidente de São Jorge do Ivaí, André Bovo, estava reunido com a diretoria para tomar posição sobre o assunto. O resultado será divulgado à tarde, mas a situação é crítica em muitos municípios.

 

Amlipa

Na Amlipa (Associação dos Municípios do Litoral do Estado), que tem sete municípios, o presidente e prefeito de Guaratuba, Roberto Justus, informou que o quadro é variável. Paranaguá conseguiu conseguiu escolta para o transporte de combustível, mas Pontal do Paraná e Morretes suspenderam as aulas, enquanto Antonina suspendeu a coleta de lixo. Em Guaratuba, o transporte coletivo está operando com horários reduzidos e a coleta seletivo e de lixo vai reduzir horários, mas sem suspensão até o momento.

 

Amop

O presidente da Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná) e prefeito de Maripá, Anderson Maria, informou que orientou os 50 municípios da região a emitir decreto de emergência considerando a realidade de cada prefeitura. Na maioria das cidades, os prefeitos suspenderam o uso do maquinário. O transporte escolar, na maioria delas, funciona até hoje.

 

Amcespar

O presidente da Amcespar (Associação dos Municípios do Centro Sul do Paraná) e prefeito de Inácio Martins, Edemétrio Benato Junior, disse que o transporte escolar foi suspendo nos 10 municípios da região.

 

Amsulpar

Na Amsulpar (Associação dos Municípios do Sul Paranaense), o presidente Claudinei Castilho, de Bituruna, informa que as nove prefeituras estão aguardando os fechamentos de reuniões para avalair o cenário, mas na maioria delas somente os serviços básicos estão em funcionamento.

Via: Assessoria AMP.