Saúde

Vacinação: proteção necessária para todos

País não pode relaxar diante dessa responsabilidade
O medicamento é apenas um: prevenção (Foto: Divulgação)

Os governos têm a responsabilidade de proteger a população e, quando se trata de vacinação, o Brasil é reconhecido mundialmente pelo seu Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Nas últimas quatro décadas, as estratégias de vacinação organizadas pelo Ministério da Saúde, somadas aos esforços de estados e municípios, renderam ao país a eliminação de doenças graves, como o sarampo e a poliomielite, temidas por deixarem sequelas severas em crianças e adultos, além de, em muitos casos, provocarem a morte.

O sucesso histórico de vacinação tem provocado, em parte da população, inclusive pais ou responsáveis por crianças, até mesmo profissionais de saúde, a falsa sensação de segurança e relaxamento diante da responsabilidade de vacinar. Nisso reside o perigo: é absolutamente falsa essa sensação de que não há mais necessidade de se vacinar. Portanto, o retrocesso nas coberturas vacinais deixa o país inteiro vulnerável a essas doenças.

O Brasil conseguiu mudar o perfil epidemiológico das doenças imunopreviníveis. Diversas ações deram à sociedade brasileira tranquilidade diante da erradicação da febre amarela urbana, da varíola, e ainda, a eliminação da poliomielite, rubéola e o sarampo. O país reduziu, também, a circulação dos agentes causadores de outras doenças consideradas gravíssimas como a difteria, o tétano e a coqueluche.

 

ALERTA

Recentemente, o surgimento de casos de sarampo em Roraima e no Amazonas acenderam um alerta. Mesmo sendo casos vindos da Venezuela, imediatamente todas as esferas de governo reforçaram os serviços de rotina e ampliaram as ações de controle da doença e prevenção de novos casos nesses estados.

Preocupam alguns baixos índices de cobertura vacinal que temos registrado em alguns estados brasileiros para diversas vacinas. O Ministério da Saúde fez um alerta sobre a vacinação da poliomielite, que apontava 312 municípios com cobertura vacinal abaixo de 50%. A pólio é uma doença já erradicada, e ficar abaixo dessa meta é um risco para todos, já que a doença pode voltar a circular.

 

CAMPANHA

De 6 a 31 de agosto, o Ministério da Saúde realiza mais uma campanha de vacinação contra a poliomielite e contra o sarampo, destinada a todas as crianças menores de 5 anos.

“O objetivo desta campanha é vacinar indiscriminadamente contra poliomielite e sarampo as crianças de um a quatro anos de idade, contribuindo para a redução do risco de reintrodução do poliovírus selvagem, sarampo e rubéola, tendo como meta vacinar no mínimo 95% dessas crianças”, explica a enfermeira e coordenadora da campanha em Laranjeiras do Sul, Patricia Massuqueto.

Ainda de acordo com ela, o alerta é maior para os índices de crianças como público-alvo. “Provavelmente, muitos pais ou responsáveis, por não terem vivenciado os anos de epidemia, desconhecem os riscos. Essas doenças matam ou deixam sequelas como surdez, cegueira, paralisia, além de problemas neurológicos que acompanham as crianças durante toda a vida”, destaca.