Saúde

Você sabe a diferença entre medo e fobia?

Algumas situações causam pânico em pessoas que possuem medo ou fobia (Foto: Divulgação)

O Brasil é o segundo país no mundo com a maior taxa de prevalência de ansiedade crônica, transtorno patológico caracterizado por medo desproporcional diante de situações que se está vivenciando.
O medo é uma emoção comum e contribui para a nossa sobrevivência. Sem o medo, provavelmente, muitas espécies teriam entrado em extinção por se expor a situações de risco constantemente. Já as fobias podem ser definidas como um medo exagerado, desproporcional e irracional a respeito de uma determinada situação ou objeto. Esse medo é desproporcional ao real perigo da situação que o indivíduo vive. Nesses casos, é comum o indivíduo apresentar batimento cardíaco acelerado, tremor, queda de pressão e outros sintomas desagradáveis ao vivenciar dada situação e até mesmo pensar naquilo que teme.

Katiana Oliboni, de Laranjeiras conta que possui medo exagerado quando se depara com determinadas ‘aranhas’. “Tenho um medo enorme de aranhas, só de falar já imagino que tem uma perto e começo a cuidar para não me deparar com alguma. Quando vejo não consigo ter reações rápidas sobre o que fazer, paraliso, não consigo sair do lugar, fico tão nervosa que não consigo fazer nada a respeito”, conta Katiana.

Já Emily Caroline, algumas vezes passa por crises de ansiedade, pelo fato de não conseguir algo ou pensa antecipadamente do que pode acontecer. “Os medos aparecem de não conseguir realizar algo, de pensar que posso fracassar, que não vai dar certo. Ainda não vivi aquilo para saber, mas aí por causa da ansiedade, paraliso, e muitas vezes acabo não fazendo por medo de errar. Lugares cheios demais também me causam medo, me dá falta de ar”, diz Emily.

Quem também tem fobia por aranha é Luan Klossoski, que também tem medo de altura. “É inexplicável a sensação de medo e terror, somente de ver uma aranha já começa a me faltar ar, me dá tontura. Além disso, meu medo extremo de altura é horrível, não consigo me firmar, parece que meu corpo desanda, que perco o movimento, é muito agoniante”, finaliza Luan.

 

Entenda a diferença das fobias

Fobias específicas: possuem um estímulo bem definido, conhecido como estímulo fóbico. De acordo com esse estímulo, existe fobia de: animais (ex.: medo exagerado de cachorros), ambientes naturais (ex.: medo exagerado de chuvas), fobia de sangue, injeção, ferimentos (ex.: medo exagerado de agulhas), situacional (ex.: medo exagerado de viajar de avião) e outros (ex.: medo exagerado de pessoas com fantasias).

Fobia social: é também conhecida como transtorno de ansiedade social. Nesse caso, o indivíduo apresenta um medo acentuado em relação a situações sociais em que ele pode ser avaliado de forma negativa por outras pessoas. Apresentar uma palestra, por exemplo, pode causar medo desproporcional e ansiedade.

Agorafobia: nesse tipo de fobia, o indivíduo apresenta, de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, um medo desproporcional em relação a duas ou mais das situações a seguir: uso de transporte público, permanecer em espaços abertos, permanecer em locais fechados, permanecer em uma fila ou ficar em meio a uma multidão, sair de casa sozinho. Nesses casos, o indivíduo teme que alguma situação desagradável aconteça e ele não seja capaz de escapar ou obter auxílio.

Tratamento

O tratamento para a fobia tem como objetivo reduzir a ansiedade e o medo provocados por motivo ilógico, irracional e exagerado, ajudando no gerenciamento das reações físicas e psicológicas decorrentes deste medo. Há três diferentes tipos de abordagem que podem ser seguidos pelos especialistas e pacientes: a psicoterapia, o uso de medicamentos específicos ou, ainda, a união de ambos. Betabloqueadores, antidepressivos e sedativos costumam ser as medicações mais recomendadas pelos médicos e, quando unidas a terapias comportamentais, o resultado costuma ser bastante eficiente.