Observatório - Victor Rivas
A gente precisa de polícia

No Brasil, as melhorias na segurança pública aparecem como prioridade nos planos de governo das campanhas eleitorais, porém pouco se investe nessa área.
No contramão dessa máxima, o governador Ratinho Junior tem trado o assunto de uma forma diferenciada dos seus antecessores. 
Está investindo no policiamento ostensivo preventivo. Prova disso, é que ontem ele anunciou contratação de 3 mil agentes de segurança pública. Entre eles, policiais militares e civis, bombeiros, delegados, investigadores, papiloscopistas e agentes penitenciários. 
O policiamento ostensivo caracteriza-se pela evidência do trabalho da polícia à população, pelo uso, por exemplo, de viaturas caracterizadas, uniformes, ou até mesmo distintivos capazes de tornar os agentes policiais identificáveis por todos. A atividade de policiar consiste resumidamente em fiscalizar comportamentos e atividades, regular ou manter a ordem pública, reprimindo crimes, contravenções, infrações de trânsito e zelando pelo respeito dos indivíduos à legislação.
Tal modalidade de policiamento tem por objetivo principal atingir visibilidade à população, proporcionando o desestímulo de infrações à lei e a sensação de segurança (prevenção contra infrações legais e profilaxia criminal), por demonstrar a força e a presença estatal, além de dar segurança aos próprios agentes em diligências (repressão).
É regra para quem atua com a segurança pública, que a melhor maneira de se combater a criminalidade é colocando policiais nas ruas, isso comprovadamente inibe a ação dos marginais.
O que não é segredo para ninguém, mas que infelizmente não vinha sendo notado pelos governos anteriores, foi tema de campanha de Ratinho e que ele está colocando em prática.
Um dos maiores anseios da população é a segurança pública e boa parte dos votos dados ao atual governador, foi justamente uma resposta do eleitor ao plano de governo apresentado por ele no período eleitoral.
A iniciativa, por si só, merece aplausos, porém pode não ser a resolução da insegurança vivida pelo cidadão, mas é um passo importante que se dá par, pelo menos, amenizar um problema crônico que atinge a todos.