Terça-feira, 7 de setembro de 2010
Opiniões e Editorial

Voto consciente

Eleições vão, eleições vem, e o eleitor depara-se com as mesmas promessas, que até vovô já ouvia. Algumas delas com certeza reapareceram nessa campanha como se nunca tivessem sido prometidas. É hora do eleitor exercer sua condição de cidadão e rever seus conceitos sobre o voto consciente. Na teoria de alguns, o voto consciente é aquele direcionado para candidatos que julgamos serem os melhores para a coletividade. Outros dizem que seria o voto direcionado ao menos ruim uma vez que uma grande maioria já é conhecida do eleitor, por já estar tentando uma nova reeleição.
Como essa é uma eleição que escolherá dois cargos Administrativos (governador e presidente) e três do Legislativo (deputados estaduais e federais, mais o senador), fica bem mais difícil para o eleitor separar o joio do trigo.
Essa situação fica mais complexa ainda pelo grande número de candidatos para cada cargo. Muitos da mesma sigla partidária serão centenas em cada estado, tornando o simples mais importe ato do voto, uma tarefa complexa para o cidadão. O voto consciente pode ser aquele destinado à representantes da região onde o eleitor vive e que reflete diretamente sobre sua comunidade. Talvez essa fosse a forma menos complexa para o cidadão exercer seu direito do voto. Seriam poucos nomes para serem escolhidos e mais conhecidos do eleitor. Aí vem o alerta, isso tem cara de voto distrital, onde está o direito do candidato buscar seu voto em todos os 399 municípios? Afinal ele será eleito para representar todo o estado do Paraná. Na teoria é assim, na prática sabemos que é muito diferente, muitos candidatos que foram até bem votados em determinados municípios nunca mais apareceram nem para agradecer.
É claro que vivemos numa democracia, e, o direito de votar e ser votado é o mesmo, assim aquele cidadão que vive lá na divisa de São Paulo, Norte do Paraná, pode votar em um candidato do Sudoeste na divisa com Santa Catarina, que talvez nunca visite esse município lá no norte nem para pedir voto. A democracia faculta o direito do cidadão escolher seu representante, mas será que você está escolhendo mesmo? Pense nisso lembre de seu último voto pra quem e pra onde foi, será que não chegou a hora do voto consciente? Talvez assim você tenha pelo menos de quem cobrar.


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