Alguns terrenos possuem o lençol freático próximo da superfície, principalmente em áreas baixas, próximas a rios, banhados ou antigas várzeas. O problema é que essa condição nem sempre é percebida durante uma visita. O terreno pode parecer seco e só revelar suas características depois da chuva ou durante a obra.
Alguns sinais ajudam a levantar essa suspeita. Terrenos que demoram para secar depois da chuva, poças que permanecem por dias, água aparecendo durante pequenas escavações. Aconselha-se visitar o local em época chuvosa e conversar com moradores vizinhos.
Quando a água permanece próxima à superfície, um dos problemas que pode surgir é a umidade nas construções. A água presente no solo pode subir pelos materiais por capilaridade e atingir paredes e revestimentos. Com o tempo, podem aparecer manchas, pintura descascando, reboco deteriorado e danos aos rodapés. A presença de água no solo também precisa ser considerada no projeto. Dependendo das características do terreno, ela pode influenciar a escolha da fundação, a necessidade de drenagem e os cuidados com a impermeabilização. Em ambientes abaixo do nível do solo, esses cuidados são ainda mais importantes.
Por isso, impermeabilização e drenagem não devem ser tratadas como detalhes. É necessário pensar em como a água será controlada e afastada da edificação, evitando contato prolongado com fundações, paredes e pisos.
Antes de comprar ou construir, conhecer as características do solo pode evitar surpresas. A sondagem fornece informações sobre as camadas do terreno e a presença de água, ajudando o profissional responsável a definir soluções adequadas para a construção.
Um terreno aparentemente seco pode esconder condições que só aparecem quando a obra começa. Conhecer o que existe abaixo da superfície antes de construir ajuda a evitar problemas e tomar decisões mais seguras.



