Lei Aldir Blanc: revolução no acesso à cultura

Acabaram de sair os selecionados da Lei Aldir Blanc de Laranjeiras do Sul. Na semana anterior, foram publicados os selecionados de Guarapuava. Isso significa que, ao longo do ano, as duas cidades vão ter disponíveis dezenas de ações culturais abertas à comunidade.

Além disso, o mercado cultural, a sustentação econômica de artistas, técnicos e prestadores de serviços culturais em geral, segue aquecida.

A Lei Aldir Blanc segue sendo uma revolução no acesso à cultura no país. Nunca antes os recursos federais estiveram tão democraticamente capilarizados.

É a primeira vez na história do Brasil que recursos destinados à produção artística chegam a praticamente todos os municípios do país. É aumento significativo na quantidade de produções artísticas disponíveis nas mais diferentes regiões.

Cidades que antes nunca tiveram acesso a recursos financeiros federais para economia da cultura, hoje produzem e comercializam obras realizadas por artistas e produtores locais.

Não é que as prefeituras não tenham recursos para cultura, para os artistas locais. Mas, como pudemos constatar recentemente, em muitos casos esses recursos acabam indo de uma maneira absolutamente arbitrária para grandes shows, geralmente sertanejos.

Os recursos milionários que poderiam ser usados para uma gestão anual da cultura são distribuídos aleatoriamente em um único evento.

Diferentemente desses shows, que não passam por critérios de escolha claros, os projetos selecionados pela Lei Aldir Blanc para as cidades de Laranjeiras do Sul e Guarapuava passaram pela análise de comissões especializadas e foram escolhidos por critérios objetivos e públicos.

E, claro, muito diferentemente dos shows sertanejos, se constituem como uma ação de fortalecimento da produção artística e da economia local.