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A guerra é para os covardes e a paz para os corajosos. O Brasil e os brasileiros devem ter a coragem de buscar a paz política.
A guerra política que hoje vivemos se expressa tanto em ações institucionais quanto por narrativas anti-institucionais, trazendo intranquilidade para o processo de construção de nossa democracia.
As origens dessa guerra política podem ser identificadas em vários eventos ocorridos nas últimas décadas: mensalão, protestos de 2013, Operação Lava-jato, desmonte do presidencialismo de coalizão, impeachment da presidente Dilma Rousseff, investigações no governo Temer, prisão do ex-presidente Lula, ativismo judiciário, judicialização da política, entre outros vetores.
Em muitos momentos houve excessos punitivos. Em outros, conivência em atuar de forma efetiva para evitar desvios e ilícitos.
Houve, ainda, complacência com interpretações duvidosas do direito em favor da torcida do momento.
Certa época, torcia-se para que o furor punitivo do STF fosse a fogueira que nos purgaria de nossos males. Outras vezes, as esperanças estavam no rigor da primeira instância.
O desmonte do capitalismo que era amparado na corrupção foi um avanço, mas deixou um vácuo de poder privado que precisa ser preenchido pelas forças produtivas da sociedade de forma clara, assertiva, honesta e transparente.
Tem nos faltado um pouco de juízo para pacificar o país.