Editorial
Por ordem de relevância

O foco da semana deveria ser a Reforma Previdenciária que mexe com a vida de milhões de brasileiros. Quem é que não tem um aposentado ou alguém prestes a se aposentar na família?

 


O Congresso esta semana esta focado em dois temas da maior importância. O aborto e o casamento gay.

Até parece que dos 150 milhões de brasileiros, a maioria está inserida nesses contextos. Lógico que não!

O foco da semana deveria ser a Reforma Previdenciária que mexe com a vida de milhões de brasileiros.

Quem é que não tem um aposentado ou alguém prestes a se aposentar na família?

Mas é sempre assim, quando se tem uma matéria de relevância os nosso parlamenteares saem lela culatra e valorizam assuntos que n]ão dizem respeito à maioria. Deveria ser assim em uma democracia, mas aqui não é.

A reforma da Previdência deveria ser o principal tema em debate na Câmara dos Deputados nesta semana, uma das últimas da sessão legislativa. Mas enquanto os aliados do governo, favoráveis à aprovação da reforma neste ano, continuam insistindo no convencimento dos deputados para votar a favor da reforma, os contrários à proposta atuam em caminho diverso.

Mesmo os governistas têm afirmado que ainda não contam com os 308 votos necessários para aprovação de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, que altera as regras do sistema previdenciário.

O deputado Rodrigo Maia, responsável por pautar a votação da PEC, tem afirmado que só colocará a matéria em votação quando houver garantia de votos suficientes para aprová-la. Ele já admitiu que, se não for possível aprovar a PEC ainda este ano, a votação poderá ficar para depois do carnaval de 2018. Maia defende a aprovação da reforma para que o país volte a crescer.

Mas vale explicar aqui, que ninguém é contra que se discuta o aborto e o casamento gay, o que se questiona é a urgência destes temas, comparados à reforma previdenciária.

Há um certo consenso de especialistas acerca da reforma da Previdência no que tange à sua necessidade. Eles divergem, contudo, acerca das medidas. Alguns dizem que como a estimativa de vida aumenta com os anos, haja vista a qualidade de vida do brasileiro ter melhorado, daqui a um tempo haverá o que eles chamam de “inversão da pirâmide etária”, que significa dizer que serão mais aposentados e os cofres da Previdência não suportariam, pois a arrecadação seria insuficiente para arcar com os benefícios.

É importante trazer também que o projeto do Governo Michel Temer está sofrendo duras críticas no que diz respeito as regras para os militares das Forças Armadas e das Polícias Militares, já que para essa categoria as regras não mudam, trazendo dessa feita uma sensação de privilégio perante às demais categorias.

É certo que alguma coisa precisa ser feita mas com equilíbrio,de forma igualitária, sem privilégios, pois como frisamos acima, o trabalhador está cansado de ver seus interesses serem subjugados pelo poderio econômico ou pelas minorias que contam com a simpatia da grande mídia e consegue manipular decisões dos congressistas a seu favor.