Editorial
Para incluir é preciso conhecer

Teve início ontem a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, que vai até o dia 29 de agosto, cujo lema é:  "Família e pessoa com deficiência, protagonistas na implementação das políticas públicas".

Que este período sirva para refletir sobre a inclusão no sentido de quebrar paradigmas e romper o preconceito. Precisamos avançar na discussão. Vencer o preconceito é algo que requer um trabalho diário. O Brasil precisa entender que a inclusão dos direitos das pessoas com deficiência não pode ser garantida só em leis. Mas na prática diária, cotidiana.

No que diz respeito a leis e direitos, estamos bem avançados. Mas no que diz respeito aos conceitos pré-estabelecidos, precisamos avançar para desconstruir esses conceitos. Chamar atenção para sociedade para o problema da intolerância. Onde houver oportunidade de dizer: olhe para a pessoa, não para deficiência.

Temos o que comemorar, pois avançamos nas leis. Mas precisamos avançar no cumprimento das leis. E isso transcorre na mudança de atitude, em se buscar conhecer as limitações da pessoa e ser capaz de enxergar as habilidades da pessoa com deficiência. Então vamos focar na habilidade da pessoa. E não na limitação que a deficiência impõe a ela.

As pessoas com deficiência têm, desde sempre, convivido com a confusão entre o que realmente são, pessoas humanas, e o que se pensa que elas são: “deficientes”. Corrobora para a perpetuação dessa “confusão” a visão social construída historicamente em torno da deficiência como sinônimo de doença, de dependência, de “indivíduos sem valor.

Na verdade, estamos no início de uma mudança que implica um esforço de modernização, reestruturação social. É relevante lembrar que, durante séculos, as pessoas com deficiência foram chamadas de inválidas, de incapacitadas, defeituosas, deficientes e excepcionais. Depois, pessoas deficientes; pessoas portadoras de deficiência; pessoas com necessidades especiais e pessoas especiais.

Contudo, nem isso, nem o fato de se ter passado a reconhecer os indivíduos com deficiência como pessoas foram suficientes para derrubar barreiras lesivas, as quais dificultam e, mesmo impedem, o ingresso e permanência de crianças com deficiência na sociedade de um modo mais natural.

Esperamos que esta semana sirva para que as pessoas reflitam sobre a necessidade de extinguir de uma vez o ranço do preconceito, que infelizmente está intrínseco na alma de muita gente.

Violência contra a mulher ainda é um mal a ser combatido

A violência contra a mulher é sempre um tema polêmico. Existe aquela história de que ‘em briga de marido e mulher não se mete a colher’. Mas não é bem assim que as coisas funcionam na prática.

Conforme dados apresentados ontem, durante uma palestra no Cine Teatro, em Laranjeiras do Sul, nos últimos 12 meses, 1,6 milhão de mulheres foram espancadas ou sofreram tentativas de estrangulamento no Brasil, e também, 22 milhões de brasileiras passaram por algum tipo de assédio.

Os dados mais assustadores estão quando se fala em violência doméstica, já que 42% dos casos acontecem dentro de casa praticados por pessoas próximas. Desse total, apenas 52% denuncia a agressão.

Afinal, por que as demais se calam? A resposta pode ser resumida a uma palavra: medo. Além disso, outro fator que influencia a mulher a não denunciar é a dependência financeira.

Um dos instrumentos mais importantes para o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra as mulheres é a Lei Maria da Penha, criada em 2006. Esta lei, além de definir e tipificar as formas de violência contra as mulheres (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral), também prevê a criação de serviços especializados, como os que integram a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, compostos por instituições de segurança pública, justiça, saúde, e da assistência social.

O enfrentamento às múltiplas formas de violência contra as mulheres é uma importante demanda no que diz respeito a condições mais dignas e justas para as mulheres. É dever do Estado e uma demanda da sociedade enfrentar todas as formas de violência contra as mulheres. Coibir, punir e erradicar todas as formas de violência devem ser preceitos fundamentais de um país que preze por uma sociedade justa e igualitária entre mulheres e homens.

 

 

 Ciclovia: boa para saúde, economia e meio ambiente. Boa para todos!

No dia do ciclista (ontem), a prefeitura de Laranjeiras do Sul anunciou uma novidade para os praticantes da modalidade sob duas rodas: a tão esperada ciclovia finalmente será construída.

Mais do que contemplar um público de uma modalidade esportiva, a chegada de uma ciclovia tem fins de interesse coletivo. Em tempos de racionamento financeiro e de poluição, deixar o carro na garagem e optar por sair de bike é uma medida que faz bem ao bolso e ao meio ambiente. Não se gasta com combustível. Também não se emite gases poluentes na atmosfera.

Ainda mais além, o ciclismo é aliado à vida saudável. Os benefícios são vários: fortalece a musculatura, auxilia a saúde do coração, reduz o estresse, melhora a respiração, o equilíbrio, entre outros.

Por fim, os ciclistas laranjeirenses finalmente poderão transitar pela cidade – ou pelo menos em parte dela – com maior segurança. A estupidez e falta de prudência dos motoristas locais por vezes desrespeita tanto amantes do veículo sob duas rodas quanto pedestres – causando acidentes frequentes. Com a nova via de trânsito, o problema tende a ser minimizado.

A medida também pode servir de incentivo para outras cidades. É Laranjeiras do Sul entrando na era responsiva!

 

Nada que uma boa conversa não resolva

Todo diálogo tem importância, seja ele na família, no trabalho, na política e conflitos de qualquer espécie. Nada supera a boa conversa, quando o assunto é discutível.  Devemos lembrar que é fundamental para dar o primeiro passo ao se resolver problemas e evitar que outros apareçam. Por isso, pense com carinho no diálogo. Ele pode ser a melhor saída para muitos problemas. Esse preâmbulo, é para pontuar o passo importante que Mauricio Macri, atual presidente e candidato à reeleição na Argentina, e Alberto Fernández, principal opositor e forte concorrente ao cargo, deram ao conversarem na quarta-feira (14) e se comprometerem a colaborar no que fosse possível para que o processo eleitoral e as incertezas políticas não afetem tanto a vida dos argentinos nos próximos meses.

O resultado das prévias das eleições no país vizinho, com vitória da oposição, surtiu como um furacão na economia global tão textualizada na atualidade.

Em síntese, do jeito que a economia caminha, qualquer risco vira um rabisco! Tanto o é, que o imbróglio, entre Estados Unidos e China, tem sido o fiel da balança todos os dias nas bolsas de valores de todo o mundo.

É mais ou menos assim, uma piscadinha de Trump para o líder chinês Xi Jinping, acenando um acordo, pronto as bolsas sobem e o mundo ganha, mas o contrário também procede, qualquer cara feia de um dos lados, as bolsas despencam e muita gente perde. É o vai e vem da economia, que se mostra tênue e de uma fragilidade espantosa, quando se sabe que trilhões de dólares são movimentados diariamente nas bolsas de valores. Isso prova que nem o dinheiro está livre de uma fofoca, e como elas (as fofocas) pesam sobre ele.

Mas, nem os trilhões de dólares movimentados diariamente, são mais fortes e congruentes que uma boa conversa.

Voltando à Argentina, o mercado parece ter respondido bem às declarações dos dois principais candidatos à presidência nas eleições do dia 27 de outubro. O dólar ontem, pela primeira vez na semana, caiu, chegando a valer 55 pesos argentinos, uma queda de 8 pontos em relação aos 63 que chegou a atingir no dia anterior.

As eleições primárias argentinas que ocorreram no último domingo, funcionam como uma grande pesquisa nacional.  Alberto Fernández e a sua vice, Cristina Kirchner, alcançaram 47% dos votos, mais do que os 45% necessários para levar a vitória em primeiro turno. Macri recebeu 32% dos votos.

No entanto a conversa, a exemplo da crise, tem seus dois lados, pois dependendo do tom da proza, a situação pode degringolar. Por isso seria importante, alguém dar um toque no nosso presidente, para ele controlar a língua, uma vez que a palavra vinda da boca do chefe do Executivo de um país da importância do Brasil, tem um peso imensurável!

Acessibilidade tecnológica

Anunciado ontem pelo governador Ratinho Junior a assinatura de protocolo com a Microsoft Brasil, que permitirá o acesso ao software educacional por alunos e professores da rede pública estadual de ensino como ferramenta de aprendizado e capacitação.

Sem dúvidas, a iniciativa colocará o Paraná à frente dos demais estados brasileiros em qualificação do ensino na rede pública, que a cada dia fica mais próxima da privada.

A qualificação do ensino tem provocado inclusive uma migração de alunos das escolas particulares para as públicas. Esse fenômeno tem ocorrido em Laranjeiras do Sul e sempre é citado pelo prefeito Berto Silva, quando o assunto é avanço na educação.

No caso do Paraná, a parceria firmada entre o Estado e a Microsoft, possibilitará às instituições de ensino público acesso à inúmeras plataformas que servirão aos estudantes e também   como apoio acadêmico e treinamentos para os professores.

Além disso, está incluída a oferta de capacitação do corpo docente que, por meio do programa Professores Embaixadores, terá acesso a treinamentos para inserção de tecnologia no processo de aprendizagem por meio de ferramentas cedidas no acordo.

Os profissionais serão beneficiados com um registro no maior portal de colaboração mundial para professores e diretores de escolas, a Comunidade de Educadores Microsoft, que concede acesso a recursos específicos e gratuitos para capacitação de professores e dirigentes de instituições de ensino.

Isso é um grande avanço, pois a informática nos dias atuais esta presente nos mais variados meios, participando e influenciando diretamente na vida das pessoas, em setores como a educação, aonde ela vem sendo utilizada como uma ferramenta pedagógica. Desempenhando um papel importante no processo de ensino aprendizagem, otimizando trabalhos, pesquisas e busca de conhecimento científico. Doravante a informática tem se apresentado não apenas como uma ferramenta de auxilio no desenvolvimento de tarefas, mas sim como uma tecnologia que vai além de uma simples comunicação de dados, tornando assim um meio poderoso para o avanço no ensino.

O anúncio feito pelo governador foi recebido com muito entusiasmo pela classe estudantil da rede pública, que terá, a partir da liberação do acesso ao software educacional, a mesma oportunidade daqueles que estudam na rede privada.

É direito não dar direito?

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa, deputado Tadeu Veneri, retirou-se da sessão em homenagem à ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, que recebeu o título de Cidadã Benemérita do Paraná. “O fascismo não se homenageia. O fascismo se combate”, disse Veneri.

Ele disse à ministra que não se sentia à vontade em participar de uma sessão em que se homenageia a representante de um governo que tem uma concepção de direitos humanos muito diferente daquela que acredita. Veneri votou contra a proposta de concessão do título à Damares por entender que as ações deste governo na área de direitos humanos não podem ser respaldadas por uma sociedade democrática.

Essa atitude deixa claro, que para o parlamentar os “seus direitos humanos” não dão direito de pensar diferente daquilo que ele interpreta como certo.

Se formos averiguar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, percebemos no artigo 2º, o seguinte:

1. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

Portanto, é prematuro afirmar que o atual governo desrespeita a posição e opinião política de quem quer que seja, pois até o momento não se registrou nenhum abuso de poder, prisão, morte ou outrem, que contrariem a Declaração.

A opinião explicitada por Bolsonaro, sobre a esquerda, ainda em campanha, foi avalizada pela maioria dos brasileiros na última eleição. A contestação do parlamentar deve ser respeitada como direito de expressão, mas ele também precisa respeitar quem pensa diferente. A atitude dele não só constrangeu uma mulher, mas acima de tudo, violou uma cláusula da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Poderia sim Veneri, ter deixado o recinto sem chamar para si as luzes do holofote, seria uma atitude bem mais civilizada e condizente com aquilo que ele diz defender.

Profissão em alta

Hoje é comemorado o Dia do Economista, porque foi nessa data que o ex-presidente Getúlio Vargas sancionou a Lei Nº 1.411, de 13 de agosto de 1951, que oficializava a criação da profissão de economista no Brasil.

O economista é o profissional que compreende a forma como as sociedades usam seus recursos materiais, visando produzir e distribuir bens e serviços. Na prática, o economista é um profissional multifuncional, atuando tanto em bancos e setores financeiros, como também em ramos da área comercial, administrativa e internacional.

Em Laranjeiras do Sul, o curso é oferecido nas versões presenciais (UFFS) e à distância em várias EADs, que atuam na cidade.

O mercado de trabalho para quem exerce a função, está entre os que mais cresceram na última década, impulsionado pelo rápido desenvolvimento e a escalada do Brasil como uma das maiores potências econômicas do mundo.

Mesmo com o avanço da recente crise e a diminuição no ritmo de contratações, a profissão continua a despertar o interesse de um número cada vez maior de jovens por todo o Brasil.

Motivos para isso não faltam: a área de trabalho é ampla e diversificada, há oportunidades bem interessantes no setor público e privado, sem contar a possibilidade de atuar como autônomo e a chance de embolsar um bom salário no fim do mês.

Um economista pode trabalhar em inúmeros segmentos – muito mais do que aqueles que estamos acostumados a imaginar.

O local mais fácil de encontrá-los é no departamento de Economia e Finanças de empresas de todos os portes e áreas de atuação. Também são muito numerosos em órgãos públicos, autarquias e bancos.

A missão do economista é acompanhar de perto os movimentos dos mercados no Brasil e no mundo e, a partir daí, definir o melhor rumo a ser tomado. Num País em recessão, seu trabalho tornou-se vital para sobrevivência econômica em diversos setores.

Para quem está em dúvida em qual profissão optar, quem sabe neste dia 13 de agosto, não se decide pela Economia. Se assim, o for, sucesso!

 

Quem é mesmo o sexo frágil?

O mês de agosto é conhecido como o Agosto Dourado e também como o Agosto Azul. Na primeira, a campanha é dedicada ao incentivo e orientação do aleitamento materno e na segunda, dedicada a alertar os homens sobre a importância dos homens também cuidarem da saúde.

As mulheres são rotuladas como o sexo frágil e talvez por isso mesmo não tem medo ou vergonha de procurar o serviço de saúde quando necessário.

Já os homens, que são durões e ‘machões’ não possuem tanta facilidade. Costumam só procurar ajuda médica quando realmente já não há outra solução.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o termo saúde é definido como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não consiste apenas na ausência de doença ou de enfermidade”.

Com base nisso, segundo a OMS, por serem mais sensíveis, as mulheres são mais suscetíveis a desenvolverem depressão. Mas nem por isso os homens não terão.

Desde pequenos, os homens são ensinados que devem ser fortes, com velhos ditados como “homem não chora”, ou ainda menosprezando mulheres como “mulher não joga futebol; menina não brinca de carrinho” e por aí vai.

O fato é que isso é cultural. Provavelmente o pai do seu pai não ia ao médico, consequentemente o pai não ia e agora a nova geração também acha frescura. Por isso, finalizamos com a uma frase muita famosa de Dalai Lama: “O que mais me surpreende na vida é o homem, pois perde a saúde para juntar dinheiro, depois perde o dinheiro para recuperar a saúde. Vive pensando ansiosamente no futuro, de tal forma que acaba por não viver nem o presente, nem o futuro. Vive como se nunca fosse morrer e morre como se nunca tivesse vivido” .

Mais tecnologia e menos empregos no campo

 

Foi-se o tempo que a agricultura exigia força física e muito suor de quem plantava. Os tempos são outros.  A crescente demanda mundial por alimentos faz com que a busca por tecnologia no campo também seja grande por parte dos produtores rurais. Os equipamentos, as máquinas agrícolas, sementes e defensivos precisam cada vez mais ser eficientes.

A perspectiva positiva para a comercialização de máquinas, em especial para os próximos anos, é decorrente a demanda por alimentos, a necessidade cada vez maior de produtos, faz crer que haverá uma crescente nos próximos anos se não houver nenhum tipo de freio ou dificuldade externa, alheia a própria economia e demanda da agricultura.

A cada dia cresce também a tendência por tecnologia. O agricultor tem que ser cada vez mais eficiente. Ele tem que reduzir o custo operacional dele, controlar melhor seus custos para poder ter a garantia da rentabilidade independente do clima e isso passa muito pelas máquinas. A tecnologia embarcada, a tecnologia do escritório terá uma demanda aceleradíssima e quanto mais tecnologia que reduz o custo de operação, melhor é a eficiência da operação.

No entanto a adoção tecnológica no agronegócio reduz a demanda por mão de obra no setor. Segundo pesquisa, as vendas de tratores e colheitadeiras nos últimos 11 anos cresceram quase 50%. No entanto, os números mostram que, no mesmo período, o agronegócio passou a empregar 1,5 milhão a menos de pessoas.

Entretanto, tem a compensação, pois essa mão de obra é absorvida por setores da economia que têm vantagens com aumento da produção agropecuária, como o segmento de serviços. Além disso, os benefícios trazidos pela modernização compensariam a queda do nível de oferta de empregos no campo.

O dado pode representar uma compensação feita pela tecnologia. Enquanto as máquinas substituem a mão de obra, a produção contínua aumenta a demanda por trabalhadores e assim segue a roda-viva da economia, enquanto fecham-se algumas portas, abrem-se outras, mas para fazer parte desse contexto é preciso se qualificar. O segmento não aceita comodismo, até pela sua versatilidade e competitividade.  Isso serve tanto para quem contrata quanto para quem trabalha.

 

 

O preconceito é mais amplo do que imagina

Se há algo que deveria ser, mas não é nada simples na existência humana é a arte de conviver em meio às diferenças. A origem da palavra tolerância deriva do latim tolerare e tem o sentido de suportar, aceitar o que não se quer ou o que não se pode impedir. Intolerância, portanto, é não aceitar aquilo que destoa do que se deseja.  Isso é construído culturalmente e tem crescido ao invés de diminuir.

Mas a intolerância vai além da preferência sexual, da cor, da religião, das crenças, apesar de serem estas as mais comentadas.

No entanto, pouco se fala sobre a intolerância estética e social, que está enraizada na sociedade brasileira.

Na verdade quem mais sofre preconceito e intolerância nesse país é o feio. Desde criança, se a pessoa não tem o mínimo de beleza padrão, sofre bullying, ganha apelidos, enfim sofre as consequências da genética que a natureza lhe deu. Tem se falado, mas muito pouco, sobre a gordofobia. Como se o obeso ou obesa, tivessem optado pela genética, só para ser achincalhado.

No dicionário o sinônimo de obeso é um acinte: barrigudo, balofo, leitoado, abdominoso, barrigana, barrigana ou baselga, só para citar os mais pejorativos. O pior que todos estes adjetivos, podem ser usados normalmente em textos ou falas, sem qualquer restrição ou perigo de sofrer uma sanção judicial. Não é xingamento é linguagem coloquial.

Mas, o preconceito não para por aí, podíamos falar dos idosos, dos baixinhos, dos indigentes, dos analfabetos e de tantas outras categorias, sociais ou estéticas, que precisaríamos de mais que um editorial para concluirmos o assunto.

Logicamente o preconceito ou a intolerância são repugnáveis sob qualquer aspecto, no entanto, muitos deles ainda permeiam nosso cotidiano, sem que percebamos, o quanto muitas vezes somos cruéis, em avaliar alguém por sua condição social, cultural ou estética.

A intolerância não pontua só no conceito de gêneros ou racial como comumente é pregado nas mídias sociais e na imprensa, pois ela vai muito além desse contexto. Só quem é feio, gordo, pobre, sabe mensurar o quanto sofre com isso.