Em um cenário econômico marcado pela busca constante por melhores rentabilidades, os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) têm ganhado destaque entre os investidores brasileiros, visto que esses títulos de renda fixa representam uma alternativa interessante para quem deseja diversificar a carteira e obter rendimentos potencialmente superiores aos de aplicações mais tradicionais.
Os CRIs são títulos lastreados em créditos do setor imobiliário, enquanto os CRAs são vinculados a recebíveis originados no agronegócio. Na prática, ao investir nesses papéis, o investidor empresta recursos para operações ligadas a esses setores e recebe uma remuneração previamente definida ou atrelada a indicadores econômicos, como o CDI, a inflação ou uma taxa prefixada.
Uma das principais vantagens dos CRIs e CRAs é a isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, benefício que pode tornar a rentabilidade líquida bastante atrativa quando comparada a outros investimentos de renda fixa tributados. Além disso, esses títulos costumam oferecer retornos mais elevados justamente por apresentarem um nível de risco maior do que aplicações garantidas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Entretanto, antes de investir, é fundamental compreender que CRIs e CRAs não possuem cobertura do FGC, isso significa que o risco de crédito está diretamente relacionado à capacidade de pagamento da operação que originou o título.
Outro aspecto importante é a questão da liquidez, já que muitos desses títulos possuem vencimentos de médio e longo prazo e podem apresentar dificuldades para venda antecipada no mercado secundário, exigindo um planejamento financeiro adequado por parte do investidor. Dessa forma, os CRIs e CRAs podem ser excelentes instrumentos para compor uma carteira diversificada, especialmente para quem busca maior rentabilidade e está disposto a assumir riscos moderados.



