O Ibovespa voltou a cair nesta quinta-feira (13), mesmo diante de notícias consideradas positivas vindas dos Estados Unidos. O principal índice da Bolsa brasileira recuou 0,23%, aos 167.100 pontos, completando a oitava sessão consecutiva de queda. No período, o índice acumula uma perda de 6,12%, em uma sequência de baixas que chama a atenção dos investidores.
Os dados recentes de inflação americana trouxeram certo alívio aos mercados, e a leitura mais comportada do CPI e do PPI aumentou a percepção de que o Federal Reserve pode manter os juros entre 3,5% e 3,75% nas próximas reuniões, reduzindo a possibilidade de uma alta já em setembro. Esse cenário tende a ser positivo para países emergentes, como o Brasil.
No entanto, os fatores internos acabaram pesando mais, a temporada de balanços do segundo trimestre trouxe resultados variados e pressionou algumas das principais ações da B3. Banco do Brasil, por exemplo, caiu 4,16%, diante da preocupação com a inadimplência e com o aumento das provisões. Sabesp também recuou, enquanto empresas como Rede D’Or apresentaram desempenho positivo.
Além disso, o mercado começa a olhar cada vez mais para as eleições brasileiras e para as incertezas relacionadas à política fiscal, portanto a saída de capital estrangeiro também aumenta a pressão sobre os ativos nacionais.
Assim, mesmo com um ambiente externo relativamente favorável, as preocupações domésticas continuam pesando sobre o Ibovespa, e o movimento mostra que, para o investidor, não basta acompanhar apenas o cenário internacional: resultados corporativos, juros, política fiscal e eleições também podem determinar o rumo da Bolsa brasileira.



