Contrabando: um crime contra cada um de nós

Todos os dias vemos notícias sobre o contrabando. E não diferente temos uma matéria sobre o assunto na edição de

Todos os dias vemos notícias sobre o contrabando. E não diferente temos uma matéria sobre o assunto na edição de hoje, página 9. Conforme o art. 334-A do Código Penal Brasileiro, a pena é de reclusão de dois a cinco anos para quem for pego contrabandeando.

A prática do contrabando não é só um crime contra a Receita Federal, é um crime contra cada um de nós.

Entre as principais consequências estão a do não pagamento de impostos e do setor mercadológico. Analisemos. Além de ter uma concorrência desleal, já que as mercadorias são vendidas a um preço muito inferior, acaba por impedir a criação de milhares de oportunidades de emprego.

Dentre os produtos que são mais contrabandeados estão: cigarro, eletrônicos, medicamentos, drogas e perfumes. Porém, outra coisa que tem contribuído para esta prática criminosa é a internet, que vem sendo utilizada para dar ‘mais visibilidade’ as mercadorias sendo vendidas, principalmente os medicamentos.

Quem nunca, ao olhar um site de notícias ou entretenimento, viu uma publicidade sobre remédios para emagrecimento ou suplementos para atletas? É comum que muitos se sintam atraídos por essas propagandas, principalmente porque proporciona um resultado mais rápido e claro, é muito mais barato do que comprar na farmácia ou lojas especializadas.

Segundo o Brasil deixou de arrecadar R$ 193,1 bilhões em 2018 devido aos contrabandos. O valor é 32% superior comparado a 2017. Deste total, R$ 132,3 bilhões se referem às perdas produtivas do setor, que deixam de vender seus produtos. Outros R$ 60,8 bilhões são referentes ao montante que o poder público deixa de arrecadar com impostos.

Além disso, outro dado alarmante principalmente para os moradores da região é que todo contrabando que entra no Brasil em algum momento passa pela BR 277 e 163, que são as vias expressas da pirataria do país, segundo o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf).

Então, caro leitor, pense bem antes de comprar um produto pirata. Que atire a primeira pedra quem nunca comprou algo contrabandeado. Mas, a partir deste editorial, você passa a ter mais noção dos prejuízos que essa prática ilegal causa em cada um de nós.