Irresponsabilidade: por boatos, pais deixam de vacinar seus filhos

O brasileiro é um ser estranho, acho que faz parte da cultura de sermos usando aqui uma gíria popular Maria

O brasileiro é um ser estranho, acho que faz parte da cultura de sermos usando aqui uma gíria popular Maria vai com as outras. Ou seja, somos sem opinião basta alguém levantar uma dúvida ou questionar determinado assunto que lá está o brasileiro mudando seu comportamento. A bola da vez são os supostos efeitos colaterais das vacinas divulgados em páginas do Facebook e pior, sem base científica nenhuma. Essa tendência tem preocupado o Ministério da Saúde que vem acompanhando uma recusa de pais para se vacinarem ou levarem seus filhos.

O caso é serio e pode provocar um surto de doenças que já foram controladas no país.

A queda no índice de cobertura foi constato ano passado. Para se ter uma ideia das imunizações oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2015 teve adesão de apenas 76,7% do público alvo para a cobertura da segunda dose da vacina tríplice viral, sarampo, caxumba e rubéola. Infelizmente essa onda de Maria vai com as outras, não foi apenas no Brasil, na Europa ela já aconteceu. Resultado está sendo apontado como o principal fator de surto de sarampo na Europa atingindo mais de sete mil pessoas.

O Ministério da Saúde alerta que as vacinas têm o mais alto controle de qualidade e não oferecem nenhum efeito colateral. O que o cidadão precisa entender é que estas são doenças imunopreveníveis, ou seja, podem voltar a circular caso as vacinas não sejam aplicadas, isso porque hoje existe uma facilidade muito grande para que brasileiros visitem a Europa e vice versa.

É difícil entender o que leva um pai deixar de imunizar seu filho porque leu em alguma página da internet que isso pode trazer algum tipo de reação mesmo que apenas alérgica. Alguns pais chegam ao cúmulo de esconder que não vacinaram seus filhos até dos médicos. O problema é sério e precisa ser combatido de forma mais enérgica pelas autoridades de saúde. A conta é simples ano passado apenas 76% tomaram as vacinas.

Se nesse ano cair na mesma proporção, serão pouco mais de 50%. Assim estaremos com quase a metade da população suscetível a doenças e caso contaminados provocaram uma epidemia no país. Portando senhores pais, antes de acreditarem em notícias fictícias do Facebook, acreditem no seu médico.

Às pessoas que fazem parte do público-alvo fica o alerta de que os dias para tomar a vacina estão acabando e não há estimativa de que a data limite será prorrogada.

Portanto, procurem uma unidade de saúde o mais rápido possível. Afinal, a vacina protege contra três vírus e pode evitar complicações em caso de diversas doenças respiratórias.

Como diz o ditado: melhor se prevenir do que remediar. E nesse caso, se prevenir ainda é de graça.