Um “Bra-sil” dividido

Dividir para conquistar, o conceito que foi utilizado pelo governante romano César e pelo imperador francês Napoleão nunca foi tão

Dividir para conquistar, o conceito que foi utilizado pelo governante romano César e pelo imperador francês Napoleão nunca foi tão atual quando falamos de Brasil. O país está mergulhado em uma onda separatista, entre direita e esquerda, de uma forma tão primária que chega a assustar. Os posts em redes sociais comprovam isso, com todo tipo de imbecilidade que uma situação dessas permite. Envolvendo de fake news a questões religiosas em debates que não chegam a ser propriamente debates, e sim troca de acusações.

O que temos atualmente é uma massa ensandecida que quer culpar alguém a qualquer custo, que não pensa, não raciocina e não consegue perceber que não existe um culpado, vivemos um processo democrático longe de ser perfeito (os EUA que se autodeclaram a maior democracia do mundo também não são) que precisa ser debatido e amadurecido exatamente para evitar novos desastres políticos. Não existe, de fato, uma crise econômica real.

Isso reflete no psicológico da população. As pessoas estão com medo, se fala em impeachment de Bolsonaro, que está há menos de seis meses no governo, em golpe militar, entre outros absurdos, com os arautos da crise instituindo a discórdia com o objetivo de  dividir a nação (divide et impera). Quem ganha com isso? Certamente alguém pensa em tirar proveito de toda essa incerteza,  cirurgicamente implantada através das mídias sociais. Serão os esquerdopatas que não querem largar o osso ou os direitopatas que o querem abocanhar. 

Uma coisa é certa, eles não pensam na gente, não medem os estragos que causam com tanto burburinho. Essa discussão ideológica insana não vai levar a lugar nenhum, ou melhor, vai sim, levar o país para um buraco mais fundo que já se encontra.

Tanto direita, quanto esquerda  em demasia, preconiza fanatismo. O Brasil precisa de bom senso, de sugestões que possam fazer o barco navegar em uma direção que não seja nem à esquerda, nem à direita, mas rumo ao consenso. Será que isso é impossível?