As tentações de Jesus são as nossas hoje

No capítulo 4 do livro de Mateus, na Bíblia Sagrada, temos ali uma passagem muito conhecida de todos que é

No capítulo 4 do livro de Mateus, na Bíblia Sagrada, temos ali uma passagem muito conhecida de todos que é a descrição das Tentações sofridas por Jesus Cristo no monte das Oliveiras, depois de ser batizado por João Batista no rio Jordão. É nessa passagem de onze versículos que gostaria de refletir com vocês.

[…] E, depois de passar quarenta dias e quarenta noites sem comer, Jesus estava com fome. Então o Diabo chegou perto dele e disse: — Se você é o Filho de Deus, mande que estas pedras virem pão. Jesus respondeu: — As Escrituras Sagradas afirmam: O ser humano não vive só de pão.

 

A situação de Jesus era difícil, ele estava com fome, sim claro que estava afinal, era ser humano como qualquer um de nós. Então o diabo veio checar a postura que teria diante de uma situação difícil. Se estaria diante de um fraco ou forte, um firme ou vacilante. Mas Jesus tinha a que se assegurar – A Palavra de Deus – e por isso não cedeu à tentação.

Fazendo uma analogia conosco hoje, o que será que o diabo encontra quando vem nos checar sobre a nossa postura numa situação difícil? O que ele encontra em cada um de nós? Uma postura fraca como a de Esaú que não valorizando quem era e o que tinha trocou sua primogenitura com o irmão Jacó por um prato de cozido. (Genesis 25.29-33) ou a postura dos apóstolos Paulo e Silas que mesmo após serem espancados, humilhados e encarcerados tendo os pés atados por correntes deram inicio a um culto de adoração a Deus? (Atos 16.22-25). Não é fácil ter uma postura firme diante de uma situação difícil, mas é possível, pois não podemos ser definidos pela ocasião, mas sim por nosso caráter que deve ser estável diante de qualquer situação.

 

Em seguida o Diabo levou Jesus até Jerusalém, a Cidade Santa, e o colocou no lugar mais alto do Templo. Então disse: — Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui, pois as Escrituras Sagradas afirmam: Deus mandará que os seus anjos cuidem de você. Eles vão segurá-lo com as suas mãos, para que nem mesmo os seus pés sejam feridos nas pedras Jesus respondeu: Mas as Escrituras Sagradas também dizem: Não ponha à prova o Senhor, seu Deus.

Nessa segunda tentação sofrida por Jesus o diabo veio checar a sua confiança e se Jesus tivesse se baseado aqui, num lema muito usado hoje de que, o fim justifica os meios, ele teria cedido, pois ele sabia que era a verdade, Deus, o pai, não permitiria sua queda e ali logo de cara no começo de seu ministério todos veriam que ele era o filho amado de Deus, fim glorioso, contudo o meio teria sido desobedecer a Palavra e ceder a tentação do diabo, ai então se configuraria o pecado. Voltando a nós, o que o diabo encontra quando vem checar a nossa confiança em Deus? Pessoas que agem como o rei Saul que desobedecendo a ordem de Deus para destruir todos os bens dos amalequitas, separou os melhores alegando ter poupado para promover um holocausto a Deus (1 Samuel 15.9), o fim pode parecer justo, mas o meio é a desobediência, ou encontrará ‘um Davi’, que mesmo tendo motivos para matar o seu perseguidor  o rei Saul que almejava e já havia tentado matá-lo, não o fez, pois não poderia desobedecer a Deus, matando um ungido do Senhor. (1 Samuel 24.3). Não devemos viver agindo na linha desse lema de que o fim justifica o meio, quando os meios são errados.

Depois o Diabo levou Jesus para um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e as suas grandezas 9e disse: — Eu lhe darei tudo isso se você se ajoelhar e me adorar. Jesus respondeu: — Vá embora, Satanás! As Escrituras Sagradas afirmam: Adore o Senhor, seu Deus, e sirva somente a ele.

 

Essa terceira tentação é a checagem da vaidade de Jesus, da sua possível gana por poder, porém Ele não se deixou levar por essa promessa de riqueza, de status, não se deixou levar pela vaidade. E como tem sido difícil nos dias atuais não se deixar levar pela vaidade, pessoas fazendo qualquer coisa, pagando altos preços pelo desejo de ter ou de ser ainda que seja de forma efêmera.  

Na Bíblia também temos os exemplos do rei Nabucodonosor que se deixou levar pela vaidade ao apreciar de seu palácio a grandeza da Babilônia, declarando ser tudo feito por ele e para ele. (Daniel 4.30), e trouxe sobre si a desgraça de ficar louco e agindo como um animal, ou o exemplo do rei de Nínive que após ser alertado pelo profeta Jonas da ira de Deus sobre o povo, se despiu do manto real, colocou as roupas mais simples da época (de saco) e se humilhou, conclamando todo o povo a fazer o mesmo. (Jonas 3.6) e com essa postura esse rei conseguiu abrandar o coração de Deus, que resolveu não mais destruir essa cidade e seu povo.

Manter-se afastado da vaidade, não é simples em nossos dias, mas é possível se quisermos viver em autenticidade e de forma a agradar a Deus.

Para vencemos as tentações atuais precisamos ser o que de fato somos; ter o que de verdade conquistamos e usufruir o melhor que essa vida tem reservado para cada um de nós. Lembrando que ser tentado não é pecado, errado, é ceder à tentação