ATALHOS PERIGOSOS

A fábula do cavalo marinho descrita a seguir, retrata bem uma boa parcela dos brasileiros, pessoas que possuem um objetivo,

A fábula do cavalo marinho descrita a seguir, retrata bem uma boa parcela dos brasileiros, pessoas que possuem um objetivo, mas não um planejamento, e em busca daquilo que almejam, acabam pegando atalhos, que podemos comparar ao nosso tão conhecido e pejorativo jeitinho brasileiro.

Era uma vez um cavalo-marinho que juntou suas economias (7 moedas) e saiu em busca da fortuna.

Ainda não havia andado muito quando encontrou uma enguia, que lhe disse:

– Psiu……….Eh, amigo. Onde vai você?

– Estou indo procurar minha fortuna. Respondeu o cavalo marinho orgulhosamente.

– Você está com sorte! – disse a enguia. – Por quatro moedas pode adquirir essas velozes nadadeiras, e assim será capaz de chegar lá mais rápido!

– Oba, isto é ótimo! – disse o cavalo marinho, e pagou as nadadeiras com seu dinheiro, colocou-as e saiu deslizando, numa velocidade duas vezes maior. Em seguida encontrou uma esponja que lhe disse:

– Psiu………Eh, amigo. Onde vai você?

– Estou indo procurar minha fortuna. Respondeu o cavalo marinho.

– Você está com sorte! Disse a esponja. Por uma pequena recompensa deixarei você ficar com esta tábua de propulsão a jato, para que possa viajar muito mais rápido.

Então o cavalo marinho comprou a tábua com o restante de suas moedas (3), e foi zunindo pelo mar, com uma velocidade cinco vezes maior.

Logo, logo, encontrou um tubarão que disse:

– Psiu………..Eh, amigo. Onde vai você?

– Estou indo procurar minha fortuna. Disse o cavalo marinho.

– Você está com sorte. Se tomar este atalho – e o tubarão apontou para sua bocarra – vai economizar muito tempo.

– Oba, obrigado! – disse o cavalo marinho, e saiu zunindo para dentro da boca do tubarão e nunca mais se ouviu falar dele.

 

O velho ditado diz que a pressa é inimiga da perfeição, vemos muitas pessoas com pressa de chegar, seja num patamar social ou profissional, e para tanto fazem ‘qualquer negócio’ licito ou não, mas que para ela é justificável. E se pudermos classificar do mais simples para o mais complexo esse ‘qualquer negócio’, vai desde de colar na escola até a prostituição de seus corpos e valores.

Parece que aquele outro velho dito popular devagar também se chega, não se aplica mais no mundo de hoje, todos têm pressa, há uma competição intrínseca dentro de cada um, vive-se numa corrida desenfreada por algo, que induz aos atalhos.

É preciso ter determinação no foco, saber onde quer chegar, mas também ter um planejamento pautado na ética e na moral, se não, qualquer caminho serve e um desses tomados impensadamente, o leve a deturpação de caráter, a destruição de valores e a um caminho sem volta.

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