CARIDADE E ENTENDIMENTO

Agora, pois, permanecem estas três virtudes, a fé, a esperança e a caridade; porém, a maior destas é a caridade.

Agora, pois, permanecem estas três virtudes, a fé, a esperança e a caridade; porém, a maior destas é a caridade. – PAULO (I Coríntios, 13:13.)

 

            Na sustentação do progresso espiritual precisamos tanto da caridade quanto do ar que no assegura o equilíbrio orgânico.

            Lembra-te de que a interdependência é o regime instituído por Deus para a estabilidade de todo o Universo e não olvides a compreensão que devemos a todas as criaturas.

            Compreensão que se exprima, através de tolerância e bondade incessantes, na sadia convicção de que ajudando aos outros é que poderemos encontrar o auxílio indispensável à própria segurança.

            À frente de qualquer problema complexo naqueles que te rodeiam, recorda que não seria justa a imposição de teus pontos de vista para que se orientem na estrada que lhes é própria.

            O criador não dá cópias e cada coração obedece a sistema particular de impulsos evolutivos.

            Só o amor é o clima adequado ao entrelaçamento de todos os seres da Criação e somente através dele integrar-nos-emos na sintonia excelsa da vida.

            Guarda, em todas as fases do caminho, a caridade que identifica a presença do Senhor nos caminhos alheios, respeitando-lhes a configuração com que se apresentam.

            O criador não dá cópias e cada coração obedece a sistema particular de impulsos evolutivos.

            Não te esqueças de que ninguém é ignorante porque o deseje e, estendendo fraternos braços aos que respiram atribulados na sombra, diminuirás a penúria que se extinguirá, por fim, no mundo, quando cada consciência ajustar-se à obrigação de servir sem mágoa e sem reclamar é que permaneceremos felizes na ascensão para Deus.

            DESCULPAR – Jesus lhe disse: Não te digo até sete, mas até setenta vezes sete.

            Atende ao dever de desculpar infatigável diante de todas as vítimas do mal para que a vitória do bem não se faça tardia.

            Decerto que o mal contará com os empreiteiros que a Lei do Senhor julgará no momento oportuno, entretanto, em nossa feição de criaturas igualmente imperfeitas, suscetíveis de acolher-lhe a influência, vale perdoar sem condição e sem preço, para que o poder de semelhantes intérpretes da sombra se reduza até a integral extinção.

            Recorda que acima da crueldade encontramos, junto de nós a ignorância e o infortúnio que nos cabe socorrer cada dia.

            Quem poderá, com olhos do corpo físico, medir a extensão da treva sobre as mãos que se envolvem no espinheiral do crime? Quem, na sombra terrestre, distinguirá toda a percentagem de dor e necessidade que produz o desespero e a revolta?

            Dispõe-te a desculpar hoje, infinitamente, para que amanhã sejas também desculpado…

            Faze a outrem aquilo que desejas te seja feito – advertiu-nos o Amigo Excelso.

            E somente na desculpa incessante de nossas faltas recíprocas, com o amparo do silêncio e com a força da humildade, é que atingiremos, em passo definitivo, o reino do eterno bem com a ausência de todo o mal.

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