Lincoln

Sobre Abraham Lincoln, já li muito a respeito, sobretudo lições motivacionais. Para me aprofundar, comprei um livro que só consegui ler dois anos depois. Percebi lacunas históricas que precisei preencher com pesquisas na internet. A obra pecou ao não incluir mapas das batalhas da Guerra da Secessão. Descobri que a versão brasileira foi sintetizada; a original americana é mais detalhada. O livro deu origem a um filme homônimo que ainda não assisti, mas ouvi bons comentários. A edição brasileira foca na candidatura de 1860, sua presidência (1861-1865), a Guerra Civil, a reeleição em 1864 e sua morte em 1865.

            Lincoln nasceu em 1809, no Kentucky, dentro de uma cabana rústica. Teve infância pobre. O pai perdeu as terras por problemas de documento. O avô foi morto por indígenas. A mãe faleceu quando ele tinha nove anos. Na juventude, foi condutor de barcaças e lenhador. Era muito magro e alto: 1,93m.

            Adorava contar causos, evitava brigas, mas quando se envolvia, saía vitorioso. Não teve nem dois anos de ensino formal, mas era autodidata, sempre com livros por perto. Tentou ingressar na faculdade de Direito e não passou. Estudou por conta própria, fez um exame nacional e conseguiu a licença para advogar.

            Cobrava pouco, pois todos precisavam sobreviver. Atuou nas áreas Penal e Cível. Era temido nos tribunais por sua habilidade em apontar contradições. Como empresário, fracassou. Também perdeu quase todas as eleições que disputou. Sofreu a morte prematura de dois de seus quatro filhos.

            Em 1860, tinha o pior currículo entre os pré-candidatos, mas conseguiu a indicação e venceu. Surpreendeu ao convidar os adversários derrotados para seu gabinete. Ignorou os alertas de que eles o ofuscariam. Delegava, mas dava a palavra final. A imprensa o atacava com força.

            A Guerra Civil estourou quando os estados do Sul, temendo o abolicionista Lincoln, ameaçaram se separar para manter a escravidão. Lincoln não ofereceu a guerra, mas não recuou dela. Após quatro anos e 600 mil mortos, derrotou o Sul, manteve a União, aboliu a escravidão e modernizou a economia. Ao defender o voto para negros, irritou radicais sulistas. Sofreu um atentado contra sua vida, seu secretário de Estado e seu vice. Lincoln foi o único morto, assassinado por um ator, enquanto assistia a uma peça de teatro. É considerado um dos maiores líderes dos EUA. Fica a dica.

Sugestão de boa leitura:

Título: Lincoln.

Autor: Doris Kearns Goodwin.

Editora: Record, 2013, 322 p.