O TEMPO NÃO PARA

Caro leitor,Aos 36 anos, literalmente o “tempo não para”, pois segue com fugacidade, resta-nos saber como usá-lo, antes que o

Caro leitor,
Aos 36 anos, literalmente o “tempo não para”, pois segue com fugacidade, resta-nos saber como usá-lo, antes que o mesmo acabe. Por isso, o título desta coluna é uma canção, de autoria de Cazuza, a qual faz um retrato de seu tempo ou então aquela geração irrecuperável e sem expectativa de futuro e que, apesar de tudo, continuava lutando, reivindicando direitos, derramando sangue por um ideal, vivendo cada momento de forma única. Afinal, de contas corremos tanto atrás de uma vida melhor e digna, que acabamos esquecendo que cada dia, é um dia a menos em nossas vidas, ou como muitos dizem “mais um dia”. Nesses anos vividos, já passei por muita coisa, que me fez crescer como ser humano, na verdade toda experiência acarreta certo amadurecimento. Sempre procuro viver o presente e traçar metas para o futuro, pois sou uma pessoa movida pelos desafios, nunca fui de me acomodar.
            Com isso, optei por uma profissão considerada uma das mais relevantes, que é a do professor. Primeiramente, fiz magistério no Colégio Estadual Professor Gildo Aluísio Schuck, em seguida, prestei vestibular para o Curso de Letras Português e suas Literaturas, ofertado no Campus Avançado de Laranjeiras do Sul, em que fui aprovada. Estudei os quatro anos de universidade, no formato presencial. Logo após, iniciei a pós-graduação, assim, tudo no seu devido tempo. Anos mais tarde, percebi que precisava fazer outra faculdade e resolvi complementar minha formação em Letras Inglês, porém desta vez, em Cascavel pela FAG.
            No entanto, falar em tempo nos remete a um sentido de que há um tempo para nascer, crescer, viver e morrer. O que se deve fazer então? Desfrutar a vida de todas as suas formas, bem como, reclamar menos das coisas e observar o lado bom das pessoas que nos cercam. Antes da pandemia, o tempo era muito escasso para muitos, inclusive eu mesma dizia que não tinha tempo para determinadas coisas. Durante a pandemia, percebemos que nos sobrou tempo para ficar em família, refletir a respeito da vida, religiosidade, alimentação. Enfim, outras situações que nortearam nossos pensamentos neste longo período pandêmico. Desta forma, o momento atípico de enfretamento de uma doença tão grave como não se via a um século, desde que a humanidade foi assolada pela gripe espanhola. Observamos que, todos os familiares arriscaram-se na arte de cozinhar, e olha que fomos surpreendidos por tantas gordices. Na realidade, nunca imaginamos ficar tanto tempo isolados socialmente. Também, assistimos diversas lives de artistas embriagados, cantamos, dançamos e a pandemia continuou como mais um capítulo das séries intermináveis da netflix. Portanto, já estamos há um ano em meio atípico que, com certeza, entrará para história de grandes tragédias da humanidade. Simultaneamente, marcado como um momento em que todos passamos a refletir que não basta olhar para nós mesmos. É imprescindível olhar para o próximo e saber que o bem de um pode ser potencializado para o bem de todos.

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