Nossa mente está retrocedendo? II

À medida que a ciência evolui, escorada pelos avanços da computação, o componente hereditário da inteligência vai ganhando a companhia de velhos fatores.

“Até o fumar do meu filho piorou com o tempo excessivo na frente do celular”, reconheceu uma assistente administrativa, de 27 anos, em São Paulo. Ela restringiu o uso e, junto com o marido, passou a sentar todo o dia com Pedro, 4 anos, para ler um livro e assim motivar sua curiosidade. No caso das crianças pequenas, celular é um entretenimento passivo, sem reflexão ou desafios. Não passa de uma diversão viciante. Colocada dessa maneira, parece que a tecnologia é um mal. Longe disso.

O foguete do progresso tecnológico transportou a humanidade para um novo patamar de conhecimento, criatividade, bem-estar e longevidade, com nítidos e incontáveis benefícios em todas as áreas – inclusive no estudo da inteligência. O ruim é o exagero.

À medida que a ciência evolui, escorada pelos avanços da computação, o componente hereditário da inteligência vai ganhando a companhia de velhos fatores.

Pesquisas reforçam o alerta dos especialistas para mudança no estilo de vida que, segundo eles, estão por trás do retrocesso aí incluído, em lugar de destaque, a imersão constante e indiscriminada nos eletrônicos.

As plataformas de vídeos, as redes sociais e os aplicativos de mensagem alimentam as discussões embutidoras, nas quais crenças se sobrepõem à razão e a ideologia impede o confronto de ideais enriquecido pelo saber científico. Crianças de 5 anos ou menos que passam mais de duas horas por dia on-line têm chance cinco vezes maior de apresentar dificuldades de concentração e sete vezes mais risco de exibir sintomas de transtorno de déficit de atenção.

Até 2 anos o tempo de tela recomendado é zero, a não ser em bate-papos virtuais com a família, e os pais precisam estar do lado, para ajudar na compreensão do que está acontecendo.

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