Laranjeiras do Sul: presente e passado que se unem num enlace de gratidão!

Ela não é mais a mesma. Já é uma senhorinha que carrega no seu registro de nascimento a idade de

Ela não é mais a mesma. Já é uma senhorinha que carrega no seu registro de nascimento a idade de uma vovó, porém  continua com o ar de graciosidade e juventude.

 Hoje celebra-se mais um aniversário dessa “terra adorada e querida”, que  carrega em sua memória tantas histórias e os mais inusitados desafios dos primeiros  colonos, vindo em carroças para esses lados desbravar a mata fechada dos pinheirais.

 Do preparo da terra, a princípio utilizando o fogo para limpar o solo, depois o arado puxado por junta de boi  aos campos verdinhos tomados pelas plantações e maquinários que por eles circulam diariamente.

Da vaquinha que alimentava toda a criançada aos milhares de litros ordenhados todos os dias.

Dos carreiros, com mato fechado à esquerda e à direita, às ruas largas de paralelepípedo!

Das grutas e novenas em famílias, aos grandiosos monumentos e festas religiosas.

Do bailado coreografado dos dançarinos descendentes de poloneses, italianos, alemães, ucranianos, na  saudosa Fenalar, no Ginásio Laranjão, hoje palco do gingado de atletas, do canto e da coreografia dos fanáticos torcedores em jogos do Operário.

Das picadas abertas a facão, pelos tropeiros desbravadores dos vales e campinas, às rodovias que ligam a nossa cidade aos dois extremos do estado.

Das escolinhas multisseriadas à Universidade Federal.

Dos rios e riachos que banhavam e nutriam os nativos diariamente aos filetes de águas que correm sofridamente nos córregos.

Das casas de madeira feita de pinheiro trabalhado manualmente aos edifícios de concreto que  se espalham mais e mais.

Das ruas de lamaçal  às grandes avenidas, na tentativa da convivência harmônica entre os pedestres, os ciclistas e os motoristas.

Dos Natais ao redor dos presépios familiares  às vitrines, casas e praças enfeitadas.

   Aqueles que vivenciaram o passado têm saudades ao lembrar-se  dos bailes no antigo Clube Pinheiros, das apresentações da banda municipal no Cine Ouro Verde, das corridas no  autódromo. Contam as histórias dos médicos lendários que salvaram inúmeras vidas por esse Território. Emocionam-se ao recordarem-se das visitas ilustres, como a de Santos Dumont, que por essas bandas passou. Riem-se também dos causos hilários e feitos de algumas celebridades locais. Celebram, mas também maldizem, algumas  obras dos administradores.

No entanto, também é possível contemplar o presente desta “terra de sonho, de paz e de amor”.

Foi sonho dos migrantes que nela buscaram cultivar a terra e fazê-la progredir, mas também guarda os sonhos de tantos jovens universitários que, atualmente, migram para cá.

Sua paz pode ser vista na natureza que ainda persiste e resiste; no olhar da criança que cresce livre; no rosto e contemplativo do povo devoto.

 E o amor? Nos últimos tempos provamos ainda mais do amor desse povo acolhedor: na oração  silenciosa; nas lágrimas que escorriam pela face nos cortejos fúnebres; nas mãos amigas que, mesmo sem poder  tocar-se, estendiam-se sempre abertas e disponíveis.

Por essas terras  o presente e  o passado não estão isolados em dois extremos, suas pontas unem-se num enlace de gratidão e na voz de sua gente, de ontem e de hoje, que festivamente pode cantar: “meu torrão abençoado pela graça do Senhor!

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