Onze em campo. 200 milhões no coração

No último domingo, por volta das quatro da tarde, quando retornava de Aparecida do Norte, passei pela Marginal Pinheiros, em São Paulo. Ao olhar para a direita, uma cena simples me chamou a atenção: uma pequena vila no morro, ruas enfeitadas com bandeirinhas verde-amarelas, algumas crianças jogando bola e um cachorrinho correndo atrás delas, como se também participasse daquela partida imaginária. Naquele instante, disse à minha esposa: veja como o futebol é algo extraordinário, amanhã, mais de 200 milhões de brasileiros estarão torcendo por apenas 11 jogadores vestidos de verde e amarelo. Naquele momento, aquelas crianças ainda brincavam sem imaginar que, no dia seguinte, o país inteiro estaria unido pelo mesmo sentimento.

O gol salvador

E foi exatamente isso que aconteceu. Quando Martinelli marcou aquele gol salvador, imediatamente me lembrei daquela pequena vila. Imaginei aquelas mesmas crianças pulando e gritando “Gooooooooool!”, o cachorrinho correndo de um lado para o outro sem entender a festa, e milhões de brasileiros fazendo exatamente a mesma coisa, cada um em sua casa, no bar da esquina, na fazenda, no apartamento ou na praça.

O milagre que une uma nação

É impressionante como o futebol consegue realizar um raro milagre: por alguns instantes,  um único gol faz um país inteiro vibrar na mesma sintonia. Talvez seja justamente essa a maior beleza do esporte: lembrar que, apesar de todas as nossas diferenças sociais, políticas e econômicas ainda existem momentos capazes de fazer mais de 200 milhões de corações baterem como se fossem um só. E viva a seleção e toda nação brasileira.

A minha caneta anotou

A comodidade do lava rápido do posto Lalaco da Mal Rondon além do bom atendimento. Abraços à professora Ghilhermina Carrador e esposo Valter que sempre prestigiam esta coluna à exemplo do Sêo Irri Trento da casa Iris.