Há 20 anos, Lucilei Chrusciak prova que mulher pode pilotar o que quiser

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher continuamos nossa série de entrevistas, “Lugar de Mulher é onde Ela Quiser” desta vez com a motorista da lotação de Laranjeiras, Lucilei Chrusciak!

Conhecida carinhosamente como ‘Lu da lotação’, ela fala dos desafios e experiência à frente do volante durante estes anos

Na região de Laranjeiras, as pessoas ainda se impressionam em ver uma mulher dirigindo um veículo pesado, apesar de ser algo cada vez mais comum em grandes cidades. Quando se fala em mulher atrás do volante de um coletivo, o nome que vem à cabeça de qualquer laranjeirense é Lucilei Pelizari Chrusciak, conhecida carinhosamente como ‘Lu da lotação’.

Motorista há 20 anos, sendo 11 no comando de uma lotação, Lucilei conta que já trabalhou em outras áreas, como por exemplo, fazendo entregas no setor de plantas e paisagismo. “Sempre amei o meu trabalho, mas após um tempo comecei a trabalhar na empresa da família, como motorista”, explica.

Amor pelo que faz

“Eu tenho um amor por essa profissão, gosto de dirigir, e o contato com as pessoas é muito bom, desde que você respeite o seu passageiro, a recíproca será a mesma”, afirma.

Ela salienta que deseja continuar atendendo a população por muitos anos. “Eu comecei na empresa como um quebra-galho, na época quando casei, não tinha carteira de ônibus, meu esposo apoiou a ideia e a fiz. Quando ele sofreu um acidente na clavícula, o substituí e de lá para cá não parei mais”.

A motorista fala sobre o preconceito que muitas vezes gera o desrespeito, segundo ela sempre existem os “machões de rodoviária”, que questionam as funções da mulher. Mas hoje em dia, 90% dos motoristas são parceiros, e colaboram com coisas simples, como indicar que uma luz de freio está queimada, por exemplo.

Lu relata que as pessoas ainda reagem com espanto ao ver uma mulher comandando um ônibus. “Até hoje, principalmente em cidades do interior, há quem ache estranho e de certa forma até menosprezam”.

Para Lu, um diferencial de ser mulher em sua profissão é a empatia, a paciência e o cuidado, que vai desde o automóvel até o tratamento para com o passageiro.

Persistência

A quantidade de mulheres nesta área é pouca e na opinião de Lucilei faltam oportunidades. Para a motorista, as mulheres ainda possuem muito medo e insegurança para dirigir, principalmente um veículo pesado. “Eu vejo por minhas passageiras, tenho muitas que sentam nos bancos da frente, e admiram meu trabalho. Elas também relatam as dificuldades que tem em dirigir o próprio carro da família e acredito que é só uma questão de superação, inclusive oito passageiras perderam o medo de dirigir comigo”, relata.

Lu afirma que todo dia aprende uma coisa nova, quando necessário pede apoio, pois acredita que com suporte tudo pode melhorar. “Em tudo temos que persistir, e acreditar que somos capazes de fazer, errou, tenta de novo até conseguir”.

“Minha mensagem para as mulheres é que pratiquem a persistência. Corram atrás daquilo que querem, por mais que não saibam, é possível aprender. Toda mulher pode. Você bateu uma vez? Errou uma marcha? Respire fundo, embarque, vai de novo e desce a lenha”.

Confira o vídeo da entrevista:

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