Saúde confirma 1ª morte por varíola dos macacos no Brasil

Paraná confirmou nesta semana mais 11 casos da doença, totalizando 21 diagnósticos no estado

Nesta quinta-feira (28), foram confirmados mais 11 casos de varíola dos macacos em Curitiba pela Secretaria de Estado da Saúde e nesta sexta-feira (29), foi confirmado no País a primeira morte em decorrência da doença. O Paraná agora soma 21 diagnósticos positivos para a doença, todos registrados na Capital. Sendo 20 homens e uma mulher com idades entre 22 e 40 anos.

Outros 26 casos em investigação nos municípios de Carlópolis (1), Cascavel (1), Colombo (1), Curitiba (19), Jaguapitã (1), Loanda (1), Maringá (1) e Nova Esperança (1).

O Paraná já descartou 24 casos nas cidades de Campina Grande do Sul (1), Cascavel (1), Curitiba (9), Londrina (1), Foz do Iguaçu (1), Maringá (3), Pinhais (1), Ponta Grossa (1), São José dos Pinhais (1), Toledo (2), Cambé (1), Guapirama (1) e residente de São Paulo (1).

A primeira vítima brasileira se tratava de um homem de 41 anos morador de Uberlândia, Minas Gerais. Conforme o Ministério da Saúde, o pasciente tinha “imunidade baixa e comorbidades, incluindo câncer (linfoma), que o levaram ao agravamento do quadro”. Ele foi “hospitalizado no hospital público em Belo Horizonte, sendo depois direcionado ao CTI. A causa de óbito foi choque séptico, agravada pelo Monkeypox (varíola dos macacos)”.

Sobre a varíola

A varíola do macaco é uma doença viral e a transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato com lesões de pele de pessoas infectadas. A infecção causa erupções que geralmente se desenvolvem pelo rosto e depois se espalham para outras partes do corpo. Os principais sintomas, além das lesões na pele, envolvem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfadenopatia, calafrios e fadiga.

A Sesa mantém monitoramento dos casos confirmados e suspeitos em todo o Estado para o controle da doença. A orientação aos municípios é que diante de um caso suspeito, o paciente seja isolado e todos os seus contatos passem a ser monitorados diariamente.

Caso algum contato apresente sintomas, deverá ser isolado e conduzido como caso suspeito, de modo a diminuir o risco de novas ocorrências. Os confirmados também passam pelo mesmo monitoramento diariamente, sendo encerrados somente após o desaparecimento completo das lesões.

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