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Paraná é o estado com maior paridade salarial entre homens e mulheres na Região Sul

Dados são da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Previdência

Conforme dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Previdência, que foram levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES), o Paraná apresenta a menor diferença entre os rendimentos do trabalho de homens e mulheres na Região Sul.

Em dezembro de 2020, a remuneração média mensal das mulheres paranaenses, com ocupação formal, atingiu R$ 2.714,48, o que correspondeu a 88,8% da remuneração média dos homens (R$ 3.058,03). No Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os percentuais alcançaram 86,9% e 84,6%, respectivamente.

Este avanço vem sendo registrado desde 2009 (ano em que Rio Grande do Sul ainda tinha maior representatividade), quando era 81,6%. Em 2019 já saltou para 88,1% e chegou a 88,8% no resultado mais recente.

A menor desigualdade salarial do Estado está relacionada, entre outros fatores, à escolaridade mais elevada das mulheres residentes no estado. Segundo a RAIS, 22,6% das trabalhadoras formais paranaenses concluíram o ensino superior, superando a participação do citado nível de instrução entre as trabalhadoras gaúchas (21,8%) e catarinenses (21,0%).

Considerando as ocupadas com, pelo menos, o ensino médio completo, verifica-se uma participação de 76,0% do total entre as paranaenses, acima dos percentuais de 72,6% (Rio Grande do Sul) e 73,5% (Santa Catarina).

Em 78 cidades do Paraná (quase 20% do estado), o rendimento médio do trabalho formal feminino já suplanta o valor observado entre os homens. Em Jundiaí do Sul, município do Norte Pioneiro, a remuneração média das mulheres supera em 22,8% o valor médio alcançado pelos homens.

Em linha com esses números, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual (PNAD) do IBGE, aponta para um rendimento médio de R$ 2.195 por mês entre as trabalhadoras paranaenses formais e informais no ano de 2021, representando 74,4% da remuneração média masculina. No Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os percentuais atingem, respectivamente, 72,8% e 74,0%.