Poucos momentos exigem tanto equilíbrio quanto a divisão de uma herança. Na maioria das famílias, o bem de maior valor é um imóvel, e saber quanto ele realmente vale deixa de ser um detalhe técnico: passa a sustentar toda a partilha e a relação entre os herdeiros.
O primeiro engano é confundir o valor de mercado com o valor de referência da prefeitura. O valor venal, que aparece no carnê do IPTU, serve para calcular impostos e quase sempre fica bem abaixo do que o imóvel alcançaria numa venda real. Adotá-lo na partilha pode distorcer completamente a divisão.
Quando o valor usado não corresponde à realidade, surge o desequilíbrio. Um herdeiro fica com o imóvel subavaliado e outro recebe dinheiro sobre uma base menor do que deveria. O que parecia justo no papel vira sensação de prejuízo, e assim começam muitas disputas.
Há ainda o lado do fisco e da Justiça. O ITCMD, imposto de transmissão, incide sobre o valor dos bens, e uma avaliação frágil pode ser questionada pela Fazenda ou pelo juiz. O resultado costuma ser inventário travado e custos que poderiam ser evitados.
É nesse ponto que o laudo de avaliação se torna necessário. Ele é recomendável sempre que houver imóvel na herança, valores elevados, divergência entre os herdeiros ou risco de contestação. Não é burocracia: é o que dá segurança a todos os envolvidos na divisão dos bens.
Um laudo bem elaborado é imparcial. Segue a norma técnica de avaliações, considera localização, conservação e o comportamento real do mercado, e apresenta tudo de forma clara. Não defende um herdeiro contra o outro; mostra, com critério, quanto vale o bem. Avaliar corretamente um imóvel em inventário é proteger a família, respeitar a lei e evitar conflitos que se arrastam por anos. Se você está diante de uma partilha e quer segurança sobre o valor real do bem, procure a Cherpinski Engenharia para uma avaliação técnica e independente.



