Estado entrega 110 caminhonetes e oito robôs para ampliar a resposta a eventos climáticos e incêndios de grande porte
O Governo do Paraná entregou, na última quarta-feira (9), 110 caminhonetes 4×4 e oito robôs de combate a incêndio para reforçar a estrutura da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. O pacote, de R$ 49,7 milhões, foi apresentado como parte das ações de preparação para possíveis eventos associados ao fenômeno El Niño.
A previsão é de que o fenômeno permaneça até março de 2027, com possibilidade de períodos de chuvas intensas alternados com estiagem. Segundo o governo, o trabalho de prevenção vem sendo feito em conjunto com os municípios.
Veículos serão distribuídos entre municípios
Das 110 caminhonetes Fiat Titano 4×4 entregues, 68 serão destinadas a municípios paranaenses. As outras 42 ficarão em órgãos e unidades operacionais da Defesa Civil.
Os veículos devem apoiar ações de prevenção, preparação e resposta a situações de risco. Também poderão ser usados no transporte de equipes, materiais e ajuda humanitária, inclusive em locais de acesso mais difícil.
Além da entrega dos veículos, o Estado mantém ações preventivas com as prefeituras, como limpeza de galerias, rios e bueiros, contenção de encostas e obras em áreas consideradas de risco.
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) acompanha a evolução do El Niño. A Defesa Civil também orienta os municípios por meio de treinamentos e simulações.
Robôs atuarão em incêndios de grande porte
Os oito robôs de combate a incêndio são do modelo Aircore TAF60X, fabricado pela empresa alemã Magirus. Eles serão distribuídos entre unidades do Corpo de Bombeiros de Paranaguá, Curitiba, Cascavel, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa e São José dos Pinhais.
Os equipamentos foram desenvolvidos para atuar em incêndios de grande intensidade e ocorrências de alta complexidade, principalmente em locais onde a aproximação dos bombeiros oferece risco.
Operados por controle remoto, os robôs podem ser usados em áreas industriais, portos, aeroportos e reservas florestais. O sistema permite o uso de água, espuma e outros agentes de combate ao fogo.
Segundo o governo, a operação remota também reduz a exposição dos bombeiros em cenários extremos. Os equipamentos são ligados a mangueiras e possuem dois jatos para lançar grandes volumes de água durante o combate às chamas.



