Após quatro dias jovem segue desaparecido no Pico Paraná em meio a versões conflitantes

Corpo de Bombeiros e Polícia Civil conduzem buscas por Roberto Farias enquanto relatos de testemunhas e da amiga divergem

As buscas por Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, continuam no Parque Estadual Pico Paraná, em Campina Grande do Sul (PR), após o jovem desaparecer na manhã de 1º de janeiro, durante a descida de trilha que havia iniciado na noite anterior com uma amiga para passar o Réveillon no local.

A ocorrência, tratada oficialmente como desaparecimento, mobiliza Corpo de Bombeiros do Paraná e equipes de resgate desde o dia em que Roberto deixou de ser visto nas trilhas. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) também acompanha o caso e abriu investigação para apurar as circunstâncias do ocorrido.

Relato da amiga

De acordo com relatos publicados pela imprensa e compartilhados posteriormente pela própria amiga do jovem por meio de vídeos, Roberto teria passado mal durante a trilha na madrugada de quinta-feira e, apesar de recomendações para não deixá-lo sozinho, ela voltou à base sem ele. A jovem afirma que durante a manhã procurou pelo amigo junto com outras pessoas, enfrentou dificuldades de sede e cansaço, e obedeceu orientações dos bombeiros para regredir no percurso e evitar novos acidentes.

Relatos de terceiros

Pessoas que estavam na trilha e testemunharam partes da ocorrência apresentaram versões que divergem em detalhes do relato da amiga. Uma testemunha disse que viu Roberto com sinais de exaustão e desidratação durante a subida, e que a amiga o teria deixado para trás em diferentes momentos da trajetória, mesmo com dificuldades relatadas por ele.

A irmã do jovem afirmou que há lacunas nas versões colhidas até o momento e defendeu a necessidade de investigação aprofundada para esclarecer contradições percebidas entre os depoimentos de quem estava com Roberto e de outros trilheiros que passaram pelo local.

Ações de resgate e investigação

As equipes de busca seguem percorrendo áreas de difícil acesso no Pico Paraná, incluindo o uso de drones e técnicas de rapel. Montanhistas voluntários com experiência também estão participando das operações, que entraram no quarto dia consecutivo nesta domingo (4).

Segundo a Polícia Civil, apesar de o caso ser tratado como desaparecimento, diligências estão em curso para levantar informações e possíveis indícios que ajudem a elucidar como se deram os fatos no dia em que Roberto foi visto pela última vez.

Restrição de acesso no parque

Para facilitar o trabalho das equipes de busca, o Instituto Água e Terra (IAT), atendendo a uma recomendação do Corpo de Bombeiros, restringiu o acesso de visitantes a quatro dos principais morros da unidade, incluindo o Pico Paraná, desde o sábado (3). Trilhas consideradas menos críticas para as operações permanecem abertas ao público.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre o paradeiro de Roberto Farias Thomaz, e as ações de resgate e apuração dos fatos seguem em andamento.