Lei do deputado Corti contra reidratação do leite é aprovada em 5 estados

Norma paranaense que barra reidratação de leite em pó importado se espalha pelo Brasil após semana de reuniões sobre a cadeia produtiva

A lei que proíbe a reidratação do leite em pó importado para venda como leite fresco ganhou força nacional. Aprovada no Paraná por iniciativa do deputado estadual Luís Corti (PP), a norma já vigora também em Santa Catarina, Bahia, Goiás e, mais recentemente, em Rondônia, onde a Assembleia Legislativa derrubou o veto do governador.

A semana foi marcada por três agendas do parlamentar para avançar na aplicação da Lei 22.765/2025 e discutir o futuro da produção leiteira no estado.

Fiscalização e crédito em pauta

Na última terça-feira (03), Corti recebeu o diretor-presidente da Adapar, Otamir César Martins, para tratar da fiscalização em curso. Participaram o produtor Luciano Avatar, de Pérola, o vereador Vagner Michelini, de Alto Piquiri, e Eduardo Mocassin, da Faep.

Martins informou que ao menos 100 municípios paranaenses têm mercado aberto para receber leite pasteurizado diretamente. Apresentou ainda linhas de crédito com juros zero pelo Coopera-PR e pelo Banco do Agricultor para associações adquirirem equipamentos de pasteurização e transporte.

Aliança entre quatro estados

Na segunda-feira, Corti recebeu Orlando Pessuti, secretário-executivo do Codesul e ex-governador do Paraná, para debater exportação e competitividade. No mesmo dia, o Codesul realizou reunião nas dependências da Adapar para discutir a Aliança Láctea Sul Brasileira, que envolve Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

A aliança prevê um plano para superar dez obstáculos à exportação, entre eles o baixo retorno ao produtor, a falta de coordenação logística e a volatilidade de preços. O objetivo inclui elevar o consumo per capita no Brasil a 200 litros de leite por ano.

Na sessão ordinária de terça, Corti levou as discussões à tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná.