Entre lesão e superação, Nicolly brilha no Leoas Campo do Bugre
Convidada do ‘Correio Esportivo’ 28, goleira passou por peneira do Noroeste, superou grave lesão no joelho, se mudou para o PR e hoje defende o Leoas de Rio Bonito do Iguaçu
A goleira Nicolly dos Santos, do Leoas Campo do Bugre, foi a convidada da edição 28 do podcast ‘Correio Esportivo’, do Correio Digital. Durante a entrevista, a atleta falou sobre a trajetória no futsal, a mudança para o Paraná e os desafios enfrentados ao longo da carreira.
Natural de Santa Cruz do Rio Pardo, no interior de São Paulo, Nicolly se mudou para Laranjeiras do Sul para estudar na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). A adaptação ao novo estado marcou o início de uma nova fase dentro e fora das quadras.
“Foi muito difícil mudar para cá, porque a minha visão do Paraná era totalmente diferente. Mas fui muito bem recebida e consegui me adaptar”, contou. A atleta afirma que o interesse pelo esporte surgiu ainda na infância, embora o futsal tenha voltado a ganhar espaço em sua rotina apenas após chegar à cidade. “Sempre sonhei em ser atleta quando era pequena. Depois de uma lesão, o esporte ficou mais como um hobby, mas o sonho ainda está ali”, disse.
Do interior paulista ao futsal regional
Antes de atuar no futsal paranaense, Nicolly teve uma experiência no futebol de campo. Aos 14 anos, ela passou por uma seleção e foi jogar no Noroeste, em Bauru, onde permaneceu por alguns meses.Segundo a goleira, a oportunidade foi importante para o crescimento pessoal. “Foi uma felicidade tremenda. Eu aprendi muito como atleta e também como pessoa, porque foi a primeira vez que saí de casa”, afirmou.A atleta também falou sobre o período em que sofreu uma lesão no ligamento do joelho, considerada uma das fases mais difíceis da carreira. “No começo eu chorei muito, porque não tinha noção da gravidade. Depois entendi que precisava ter calma para me recuperar”, relatou.
Leoas e projetos no futsal
Atualmente, Nicolly defende o Leoas Campo do Bugre, equipe de Rio Bonito do Iguaçu. Ela chegou ao time após convite de uma colega da universidade e desde então participa de competições regionais. Segundo a atleta, no útlimo final de semana, o time ia iniciar sua participação na ‘Copa Virmond’, com aproximadamente 16 equipes. Ela revelou suas metas pessoais: “Eu gosto muito de pensar no coletivo. Prefiro ganhar um campeonato com o time do que um prêmio individual”, disse.
A goleira também destacou o carinho que recebe do público durante os jogos, especialmente das crianças que acompanham o futsal na região. Para ela, o esporte tem papel importante na vida de jovens atletas. “Eu gosto de transmitir essa energia. O esporte trouxe muita alegria para a minha vida e pode fazer o mesmo por outras pessoas”, afirmou.



