Funcionária de unidade de saúde registra ocorrência por perturbação e desacato durante mutirão de neurologia
Servidor relata ameaças e tumulto provocados por homem que exigia atendimento prioritário para paciente fora da ordem de chegada
Uma funcionária de uma unidade de saúde do município de Cantagalo, compareceu ao pelotão da Polícia Militar no último sábado (21), para registrar ocorrência por perturbação do trabalho e desacato, após um episódio de tumulto durante um mutirão de consultas com médico neurologista.
Segundo relato da servidora, ela auxiliava nos atendimentos quando um homem passou a causar desordem no local, exigindo que um paciente fosse atendido antes das demais pessoas que aguardavam na fila.
Mutirão seguia ordem de chegada
De acordo com a funcionária, ao iniciar o expediente pela manhã já havia diversas pessoas aguardando atendimento. Por se tratar de um mutirão com médico especialista, as consultas estavam sendo realizadas por ordem de chegada, mediante fichas numeradas previamente distribuídas à população.
Ela relatou ainda que havia idosos e crianças autistas aguardando há horas e que o procedimento havia sido devidamente informado aos pacientes.
Conforme o boletim, em um primeiro momento o homem teria compreendido a organização do atendimento, sendo combinado que seria avisado via WhatsApp quando a vez do paciente indicado estivesse próxima, o que, segundo a servidora, foi feito corretamente.
Invasão de sala e ameaças
No entanto, enquanto a funcionária atendia outros pacientes, o homem teria invadido sua sala sem autorização, adotando postura autoritária e exigindo que o paciente fosse atendido imediatamente.
Ao ser informado de que o paciente já estava cadastrado no sistema e aguardava apenas o chamado médico, ele teria se alterado, saído ao corredor e passado a gritar frases como: “Da onde já se viu apenas um médico para atender todo mundo”, gerando tumulto e desinformação entre os presentes.
A servidora destacou que se trata de atendimento com médico especialista e que o município é o único da região a oferecer esse serviço.
Momentos depois, conforme relato, o homem retornou à sala de forma agressiva e teria dito: “Esse senhor vai ser atendido agora ou você vai ver o que vai te acontecer”.
A funcionária afirmou que se sentiu ameaçada e assustada, sem saber se a intimidação se referia ao seu emprego ou à sua integridade física. Ao responder que acionaria a polícia, o homem teria passado a proferir xingamentos e desafiado: “Tá achando ruim? Chama a polícia”.
Suposta tentativa de uso de influência
Ainda segundo o boletim, durante o ocorrido o homem afirmou ser pessoa pública e que as pessoas por ele indicadas deveriam ter prioridade no atendimento, tentando impor privilégio sobre os demais pacientes que aguardavam conforme a ordem estabelecida.
Diante dos fatos, a funcionária optou por registrar o boletim de ocorrência e manifestou intenção de representar posteriormente. Ela foi orientada quanto aos procedimentos cabíveis.



