MULHERES DO SÉCULO XXI

A maioria dos meninos e meninas do meu tempo leu aqueles contos infantis que têm como personagens príncipes, princesas e

A maioria dos meninos e meninas do meu tempo leu aqueles contos infantis que têm como personagens príncipes, princesas e bruxas, frutos de mentes criativas e serviam pelo menos a nos incentivar ao saudável hábito da leitura. O colunista que leu e releu até Jeca Tatu, obra de Monteiro Lobato criada sob encomenda de um laboratório farmacêutico tem a dizer que nestes tempos em que as crianças mal saem das fraldas e já estão conectadas num mundo virtual, não se fazem mais princesas e príncipes como antigamente, pois vivemos no século XXI, senão vejamos o que escreveu Luiz F. Veríssimo, sobre o avesso dos contos de fadas: Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz: – Você quer casar comigo? Ele respondeu: – NÃO! E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela. O rapaz ficou barrigudo, careca, impotente, a bunda murchou, acabou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.

Lembram da princesa que beijou um sapo e o transformou num lindo príncipe? Segundo Veríssimo no século XXI a coisa transcorreria mais um menos assim: Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como era maravilhoso o lago do seu castelo que estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse: – Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre… E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée (da culinária francesa), acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: – Eu hem? Nem morta!

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