Vivemos num universo em expansão e numa sociedade onde há inúmeros estímulos que podem reforçar ou ofuscar nossas decisões. Aquilo em que focamos é que vai definir nossa visão de realidade.
O foco direciona nossa percepção, agindo como um filtro que molda o que consideramos como real. Num mundo com estímulos constantes, priorizar a atenção não é apenas ignorar distrações, mas escolher intencionalmente a perspectiva, os objetivos e as ações que dão sentido à vida.
A afirmação “ações que dão sentido à vida” é extremamente precisa, pois não há nenhum sentido a priori para ela. Cada escolha que fazemos tece seu sentido. Somos a soma de todas as escolhas que fizemos e é esse amálgama que constitui nossa persona.
Nossas vivências, crenças e emoções criam filtros que simplificam o mundo ao nosso redor. Aquilo em que concentramos nossa atenção acaba recebendo maior intensidade e direção. Ou seja, o foco em determinadas áreas facilita a rapidez nas respostas. Todavia, essa especialização pode limitar o acesso a novas áreas de conhecimento e restringir novas percepções do mundo.
A Realidade física – com R maiúsculo – engloba todas as realidades subjetivas possíveis construídas durante as interações humanas. Apesar de entendermos que cada pessoa constrói sua “mitologia própria” do que seja o Real, muitas vezes tentamos impor essa percepção de realidade como sendo a Verdade do universo. Por exemplo, não é incomum em assuntos como proselitismo religioso onde tentamos impor uma visão criacionista própria frente a outros entendimentos possíveis do Universo.
Em síntese, focar em determinadas áreas do conhecimento humano é positivo, pois nos torna mais capazes de obtermos sucesso nelas, mas também pode ser negativo quando nos afasta de outros conhecimentos. Resta-nos fazer as escolhas que darão mais sentido à nossa vida sem tentarmos impor quaisquer ideologias que façam sentido somente para nós.
Jure et facto.



