Quando se fala em inflação, é comum ouvir sobre o IPCA e o IGP-M, embora ambos sejam indicadores que acompanham a variação dos preços na economia, eles possuem metodologias diferentes e são utilizados para finalidades distintas.
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é considerado o índice oficial da inflação no Brasil. Calculado pelo IBGE, ele mede a variação dos preços de bens e serviços consumidos pelas famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. Alimentação, transporte, habitação, saúde, educação e lazer estão entre os itens avaliados, além disso, o IPCA é a principal referência do Banco Central para definir a política monetária, especialmente as decisões sobre a taxa Selic, com o objetivo de manter a inflação dentro da meta estabelecida.
Já o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), possui uma abrangência maior, já que sua composição inclui três indicadores: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% do cálculo e mede a variação dos preços no atacado; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30%; e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que corresponde aos 10% restantes. Por considerar os preços ao produtor, o IGP-M costuma apresentar oscilações mais intensas do que o IPCA.
Na prática, o IPCA mede a inflação que afeta o dia a dia das famílias, enquanto o IGP-M é muito utilizado para reajustar aluguéis e alguns contratos, e buscar entender essa diferença ajuda a interpretar melhor os índices e a tomar decisões financeiras mais conscientes.



