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O Brasil atravessa um momento delicado. Se antes a pandemia era um problema de extensão mundial – e não que

O Brasil atravessa um momento delicado. Se antes a pandemia era um problema de extensão mundial – e não que tenha deixado de ser – é nítido que em nosso país a Covid-19 e seus lastro de mortes e de tristeza de forma mais acentuada.

Há tempos que o Brasil é, infelizmente, tido por boa parte de seus filhos e nas “estranjas” como a terra do atraso. O fato é que com o ocorrido com a vacinação neste ano – seu longo e demorado processo – o presidente da República deu um novo crédito a essa crítica.

Mas o que surpreende mais ainda, é como um momento como esse pode ainda servir de palco para políticos. O filho do presidente Jair Bolsonaro, Flávio, por exemplo, pediu a seus seguidores, após a reversão do caso judicial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que compartilhassem uma imagem do pai com a frase “a vacina é a nossa arma”.

Revolta recordar que não a muito tempo os Bolsonaro faziam campanha contra a vacina – inclusive com Jair manifestando sua intenção de não receber as doses.

Aliás, um jornalista do Grupo Globo anunciou, logo no início da semana, que a reviravolta no Caso Lula marcaria o fim da fase “liberal” de Bolsonaro e que este deveria passar a investir em propostas destinados à população de baixa-renda, com o intuito de angariar popularidade e votos para eleição de 2022.

A direita que apoiou Bolsonaro muito o fez criticando não só por contestar a honestidade do grupo do Partido dos Trabalhadores (PT), mas também por não concordar com a administração regada a programas sociais. Marca registrada da esquerda, essa estratégia poderia ser adotada pelo presidente para estender sua estada em Brasília? Seria no mínimo decepcionante para quem o apoiou por ideiais.

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