O ciúme mata

Na atualidade aprendemos a conviver dia a dia com a violência como se fosse algo natural. Podemos encontrar a violência

Na atualidade aprendemos a conviver dia a dia com a violência como se fosse algo natural. Podemos encontrar a violência em todos os lugares, nas ruas, nas escolas, nos bares e em tantos outros. Existe, porém, um tipo de violência que passa despercebido, aquela quando a família fecha as portas da sua casa e fica sozinha. Mesmo que 91% dos homens desaprovem a violência de gênero, uma a cada três mulheres já sofreu ou está propensa a sofrer algum tipo de violência durante a vida segundo estatísticas contemporâneas. Ciúmes, dificuldades financeiras e drogas são as principais causas das desavenças e a principal causa é o álcool, pois, em 50% dos casos o agressor encontra-se em estado de embriaguez.
A cada 24 segundos uma mulher é agredida e 10 são assassinadas a cada 24 horas no Brasil, a maioria desses casos são cometidos por término de relacionamento ou ciúmes.
Rio Bonito do Iguaçu presenciou esta semana uma tragédia que está nesse contexto. O fim de um relacionamento e uma possível ligação da mulher em outro romance teve um desfecho dos mais tristes. Um homem matou a ex-companheira, a filha dela, depois deu cabo à própria vida. O possível protagonista da ocorrência é suspeito também de ter assassinado, no dia anterior o homem que supostamente estaria tem um caso com a ex.
Os crimes motivados por ciúmes – conhecidos como “passionais” – pontilham a história da humanidade com casos bárbaros. Não se sabe ao certo, até os dias de hoje, quais os reais fatores criminológicos que influenciam essas estatísticas: se a ordem social, a anomia, o contágio hierárquico. 
O ciúme é um sentimento universal, que acomete homens, mulheres e crianças independentes de raça, condição social ou idade. Aproximadamente 20 (vinte)% dos homicídios cometidos são causados pelo ciúme, apontam algumas pesquisas. O Código Penal disciplina que os estados emotivos ou passionais não excluem a responsabilidade penal.
As notícias de crimes passionais continuam enchendo as páginas dos jornais sem que nossa sociedade acorde para o problema: não se pode permitir as ideias de que existe crime por amor. O crime passional, nas maiorias das vezes, é cometido quando a pessoa sente-se rejeitada, agindo movido por um sentimento negativo, por um sentimento de exclusão, como o ser egocêntrico, egoísta e ególatra.