O preconceito é mais amplo do que imagina

Se há algo que deveria ser, mas não é nada simples na existência humana é a arte de conviver em

Se há algo que deveria ser, mas não é nada simples na existência humana é a arte de conviver em meio às diferenças. A origem da palavra tolerância deriva do latim tolerare e tem o sentido de suportar, aceitar o que não se quer ou o que não se pode impedir. Intolerância, portanto, é não aceitar aquilo que destoa do que se deseja.  Isso é construído culturalmente e tem crescido ao invés de diminuir.

Mas a intolerância vai além da preferência sexual, da cor, da religião, das crenças, apesar de serem estas as mais comentadas.

No entanto, pouco se fala sobre a intolerância estética e social, que está enraizada na sociedade brasileira.

Na verdade quem mais sofre preconceito e intolerância nesse país é o feio. Desde criança, se a pessoa não tem o mínimo de beleza padrão, sofre bullying, ganha apelidos, enfim sofre as consequências da genética que a natureza lhe deu. Tem se falado, mas muito pouco, sobre a gordofobia. Como se o obeso ou obesa, tivessem optado pela genética, só para ser achincalhado.

No dicionário o sinônimo de obeso é um acinte: barrigudo, balofo, leitoado, abdominoso, barrigana, barrigana ou baselga, só para citar os mais pejorativos. O pior que todos estes adjetivos, podem ser usados normalmente em textos ou falas, sem qualquer restrição ou perigo de sofrer uma sanção judicial. Não é xingamento é linguagem coloquial.

Mas, o preconceito não para por aí, podíamos falar dos idosos, dos baixinhos, dos indigentes, dos analfabetos e de tantas outras categorias, sociais ou estéticas, que precisaríamos de mais que um editorial para concluirmos o assunto.

Logicamente o preconceito ou a intolerância são repugnáveis sob qualquer aspecto, no entanto, muitos deles ainda permeiam nosso cotidiano, sem que percebamos, o quanto muitas vezes somos cruéis, em avaliar alguém por sua condição social, cultural ou estética.

A intolerância não pontua só no conceito de gêneros ou racial como comumente é pregado nas mídias sociais e na imprensa, pois ela vai muito além desse contexto. Só quem é feio, gordo, pobre, sabe mensurar o quanto sofre com isso.

 

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