Porque precisamos falar sobre consentimento?

“Ensinar os limites desde cedo terá influência direta nos relacionamentos futuros”

Estamos muito acostumados a ver a mulher sendo culpada por seus próprios algozes, como se a culpa fosse dela por não ter se cuidado, por ter vestido tal roupa, por ter ido sozinha até a casa de um amigo estudar e inúmeras outras desculpas.

Numa consulta rápida ao dicionário, encontramos os seguintes significados para o verbo consentir: permitir, concordar, tolerar, admitir e dar licença. Então, consentimento seria uma permissão ou concordância com algo, tolerância a algo. Tanto o verbo consentir quanto seus sinônimos ou significados nos reforçam a ideia de que o consentimento está ligado a um outro. A gente sempre consente ou não uma ação de alguém.

Com tantos acontecimentos na mídia de violência contra a mulher, muito tem sido discutido a esse respeito. Infelizmente muitas situações, principalmente envolvendo famosos, faz com que o debate ganhe folego e as pessoas comecem a pensar e falar sobre essa temática, embora ela exista e aconteça em todas as camadas da sociedade.

Não há como tocar na temática sem passar pela questão da violência, seja ela sexual ou moral. A questão do consentimento não entendido, comumente resultará no futuro numa violência sexual, por isso é tão importante falar disso.

Debater, conversar, conscientizar e estabelecer os limites são formas de evitar que situações assim aconteçam. Por isso a importância do papel dos pais em discutir isso com seus filhos e filhas desde de cedo. Obviamente que só isso não é capaz de impedir que atos assim aconteçam, pois eles independem de nossa vontade. Mas chamar atenção para atitudes incorretas, suspeitas e desrespeitosas pode ser um passo inicial para que, principalmente as mulheres, consigam identificar sinais e até mesmo desviar de situações assim.

Por isso, é importante não ter medo de falar sobre o assunto nem de contar pra alguém algo estranho que você tenha vivenciado. Quem cala não consente. Quem cala pode estar acanhado, confuso e com medo, mas jamais consentindo. Por isso precisamos falar abertamente sobre esse assunto para que as pessoas deixem de normalizar situações de abuso, o “não” da mulher precisa ser respeitado.

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