Quinquênio para magistrados é zombar da cara do brasileiro

Não só não haverá uma reforma administrativa que faça um indispensável enxugamento dos gastos, como também quem já é muito bem pago poderá receber ainda mais, simplesmente por se manter na carreira

Depois de quatro anos do desfecho do auxílio moradia para a magistratura, de o Congresso Nacional com a maior cara de pau, prepara o retorno de mais um penduricalho imoral: com a aprovação do Rodrigo Pacheco (PSD-MG), uma PEC apresentada em 2013 pode ir a votação agora, restaurando o “quinquênio” para todos os magistrados, além dos procuradores e promotores do Ministério Público. Trata-se de um adicional equivalente a 5% do salário básico, incorporado ao contracheque a cada cinco anos de carreira; o benefício já chegou a existir no passado, mas foi eliminado em 1999 para os servidores do Poder Executivo e em 2005 para os juízes.
O quinquênio será pago independentemente de qualquer outro critério – por mais que o Judiciário tenha orçamento próprio, todo o dinheiro público vem do bolso do contribuinte; se eventualmente não houver dinheiro para o quinquênio, sairá do corte de algum outro lugar.

É absurdo ver que essa elite do funcionalismo público não tem a mínima sensibilidade com a cruel realidade do país.

Não só não haverá uma reforma administrativa que faça um indispensável enxugamento dos gastos , como também quem já é muito bem pago poderá receber ainda mais, simplesmente por se manter na carreira. É zombar da cara do brasileiro, que em sua maioria, tem que se virar com pouco mais de um salário mínimo para manter a família.

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