Saúde pública em pânico

A saúde pública está em epidemia. Desde 2018, estamos acompanhando diversas doenças voltarem com tudo e fazendo centenas de vítimas.

A saúde pública está em epidemia. Desde 2018, estamos acompanhando diversas doenças voltarem com tudo e fazendo centenas de vítimas.

Em 1904, a vacina foi introduzida no Brasil pelo médico e sanitarista Oswaldo Cruz. À época, ela foi recebida com desconfiança, pois viam uma forma de intereferencia do governo na vida delas. Mas as coisas foram mudando e atualmente, as vacinas fazem da vida da maioria dos brasileiros. Inclusive, o governo disponibiliza vacinas gratuitas à população, até mesmo como uma forma de promoção à saúde pública.

No entanto, algumas enfermidades já erradicadas graças a essas vacinas têm reaparecido no país como resultado de um ceticismo desinformado sobre a confiabilidade dos métodos de imunização e agravado pela crescente circulação de pessoas no mundo globalizado.

Em 2018, a região norte do país sofreu com uma forte epidemia de sarampo. A doença havia sido erradicada no Brasil em 2016, inclusive com certificação.

Ainda em junho do ano, o Ministério da Saúde também informou haver alto risco de retorno da poliomielite em pelo menos 312 cidades brasileiras. A doença era considerada erradicada no continente desde 1994, após décadas provocando milhares de casos de paralisia infantil.

O ano encerrou com milhares de casos confirmados de dengue no Paraná. A situação é realmente muito grave. A Dengvaxia, vacina contra a dengue, foi registrada no Brasil em 28 de dezembro de 2015 e o Paraná foi o único estado brasileiro a adquirir a vacina, já aplicada em parte da população desde meados de 2016.

Agora, outra doença que vem preocupando é a febre amarela. Doença que também não se tinha muitos casos, já que a vacina contra essa enfermidade está na carteira da criança e deve ser aplicada antes de 1 ano de idade.

Os alertas acima colocam em evidência doenças que estavam controladas graças à vacinação em massa, mas que ameaçam ou já vem provocando estragos na saúde pública brasileira com a imunização em baixa.

A vacina é um bem gratuito oferecido à população que visa apenas beneficiar a todos, mas que também parte da contribuição de cada um para sua efetividade.