AO SEMEADOR

Semeie, companheiro, irmanado ao amor.     Pouco lhe importem os caminhos percorridos: É necessário fazer muito mais.     Há muitos

Semeie, companheiro, irmanado ao amor.
    Pouco lhe importem os caminhos percorridos: É necessário fazer muito mais.
    Há muitos corações feridos aguardando por sua palavra, e nas sombras onde se ocultam existem almas esperando pela sua voz.
    Não faz mal que estejam em chaga aberta as suas mãos afeiçoadas ao arado. Prossiga semeando mesmo assim. A lâmina que rasga o solo, abrindo-lhe as bordas para a gloria do pomar, gasta-se no atrito com o chão.
    O regato que avança pela terra, com a missão de umedecê-la, consome-se enquanto ajuda.
    A luz, que se derrama da lâmpada, mantém-se acesa com a despesa de energia.
    Não há auxílio certo sem sacrifício correto. Quem ajuda sofrendo, ama sorrindo.
    Quem carrega aflição, sopesa melhor a dor alheia. Quem aprende no testemunho, fixa melhor a lição.
    Há trabalho em toda parte, esperando por você. Não se deixe desencorajar.
    O caminho do serviço é constituído de asperezas.
    Ninguém dispõe de recursos para entender a sua dor. Todavia, você pode compreender a dor dos outros.
    Transforme as lágrimas em moedas de luza e asfixie as suas necessidades no algodão gentil da prece.
    Silencie a voz da inquietude e escute a melodia do silêncio onde as vozes do dever lhe falam.
    Esqueça que você vive, que tem desejos, que conserva solicitações e, atado ao ideal de servir, avance resoluto com a alma em brasa e o peito em chaga a sangrar, certo de que, após a travessia das dores, você defrontará o planalto da paz donde descortinará a paisagem iluminada e livre da sua alma feliz.
    Onde você esteja apague o incêndio das paixões.
    Não pergunte como surgiram e quando a fagulha rebelde ateou fogo aos celeiros da paz alheia. Use o verbo como chuva de bênçãos.     Por onde você vá, embeleze a vida com a palavra sonante da esperança.
    Não se canse de ensinar.
    Nem lhe empalideça o entusiasmo porque você não pode viver o ensinamento.
    Nem todos sabem que as almas são todas irmãs nas aflições e que, embora sorrindo, você está igualmente chorando.
    Desculpe a censura dos que o espiam. A impiedade deles é produção no seu cofre de luz.
    Como seu próprio espírito, eles terão a vez de despertar para a vida e compreenderão, embora mais tarde…
    Faça todo o bem que puder agora.
    Pregue e enriqueça as almas com vida, adornando a esperança de luz.
    Ensine e alargue os horizontes da crença para que o sol da vida aqueça, sublime.
    Semeie o Evangelho e você trará Jesus convertido em amigo de todos para o abraço dos corações.
    Não pare a olhar para trás. As águas do rio generoso não voltam à nascente da mesma condição.
    Não meça as distâncias para a frente.
    Aonde não chegue o seu corpo irá a sua voz como hálito encorajador ou como pão nascido do trigo triturado, que após a morte se faz alimento para vida dos outros.
    Escreva, e constatará que a pena que consola é irmão do bisturi que salva vidas.
    Melhor semear, rasgado e sedento do que adornado de possibilidades, demorar como torre preciosas, inútil e vazia.
    Quando, por fim, as suas dores o crucificarem ao dever, recorde o Mestre Divino que “saiu a semear” e, mesmo pregado numa cruz, plasmou no mundo inteiro, de todas as épocas e para o futuro, o ideal verdadeiro de que a palavra sem as obras é como a fé sem ação? Apenas mensagem morta.

Do Livro: CRESTOMATIA DA IMORTALIDADE. Diversos Espíritos. Aura Celeste (Espírito), psicografia de Divaldo Pereira Franco. Livraria Espírita Alvorada. 2ª Ed. – Salvador-BA. 1994.
Manoel Ataídes Pinheiro de Souza, CEAC Guaraniaçu – PR. [email protected] 
 

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