O poder das nações

Mario Eugenio Saturno é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano

Quando se falam do poder das nações, o conceito muda de acordo com os interesses que um povo coletiviza, como o poder bélico, econômico, território e população. É claro que tudo começa pelo econômico e utilizamos o Produto Interno Bruto (PIB) para estabelecer uma lista ordenada e medimos a importância de cada país pela posição que ocupa em relação aos demais.

Considerando somente os países, o Banco Mundial listou, com informações de 2019, em primeiro, os Estados Unidos da América com 21,4 trilhões (cada tri é 1 seguido de 12 zeros), China com14,3 tri, Japão com 5 tri, Alemanha com 3,8, Índia com 2,9, Reino Unido com 2,8, França com 2,7, Itália com 2 e o Brasil com 1,8 trilhões, Canadá com 1,7 e Rússia com quase 1,7.

Não precisa pensar muito para ver que esses valores brutos não significam muito, é preciso considerar a população que produziu esse PIB, por isso o PIB per capita é tão importante quanto. O mesmo Banco mundial mostra com dados de 2018: Mônaco com 185,7 mil dólares per capita, Liechtenstein com 173,3, seguidos por Luxemburgo, Macau, Suíça, Irlanda, Noruega, Islândia, que são países modestos e sem importância econômica ou militar nenhuma. Os EUA estão na 8ª. posição com US$ 65.281, Canadá, 19ª., RU, 23ª., a Rússia está em 63ª. com US$ 11.585, a China está em 68ª. com US$ 10.262, o Brasil, 77ª. com US$ 8.717.

Assim, parece-me mais razoável considerar o poderio econômico pelo PIB e pelo PIB per capita. Dessa forma, vê-se que os EUA continuarão a dominar o mundo em investimentos bélicos, Ciência e Tecnologia, conquista espacial, Vê-se também que a Rússia gasta muito além do que pode em Defesa e Espaço, parece que seus governantes não aprenderam nada com a quebra econômica e política da URSS.

Como já mostrei em artigo anterior, em 2020, os Estados unidos gastaram em Defesa 732 bilhões, 3,4% de seu PIB; a China, 261, que representa apenas 1,9%, ou seja, não é este país que pressiona os gastos mundiais, mas aquele. Seguem a Índia, 71,1 e 2,4%; Rússia, 65,1 e 3,9%, Arábia Saudita, França, Alemanha, Reino Unido Japão, Coreia do Sul e Brasil com 26,9 bilhões e 1,5% do PIB.

Quanto à população, segundo o worldmeter.info, a China tem 1,44 bilhões (1 bi é 1 seguido de 9 zeros); Índia, 1,39 bi; EUA, 331,99 milhões; Indonésia, 274,99; Paquistão, 223,04 mi; Brasil, 213,32. Seguem Nigéria, Bangladesh, Rússia, 145,97 mi; México, 129,62 mi e Japão, 126,28 mi. A 19ª. nação é a Alemanha, 84 mi; a 21ª. é o RU, 68 mi.

A população grande é importante, pois fornece a mão de obra para o trabalho, os gênios que impulsionarão a economia, produção, as artes, as ciências e o desenvolvimento tecnológico. Porém, uma população muito grande pode ser um grande problema e que atrapalha o crescimento da nação, como é o caso da Índia e da China que tem muitos cidadãos paupérrimos e sem formação básica. Analisando os últimos 50 anos (desde os 8 anos eu observo essas coisas), especialmente as uniões entre as nações europeias, como a ESA e, depois, o Euro, penso que 250 milhões é um tamanho mínimo para predominar na Terra, incluindo o mar e a Antártica, e no Espaço.