ESPERANÇA

Como aragem dos Céus Ele chegou à Terra e vestiu de Esperança os corações. Escravos da criminalidade arrebentaram algemas poderosas

Como aragem dos Céus Ele chegou à Terra e vestiu de Esperança os corações.

Escravos da criminalidade arrebentaram algemas poderosas e levantaram-se para a virtude com o auxílio d’Ele.

Atormentados de todos os matizes recuperaram a paz e rumaram confiantes graças ao socorro d’Ele.

Mulheres esmagadas pelo preconceito e espezinhadas em toda parte recuperaram o valor íntimo ao chamado d’Ele.

Crianças desvalidas e sofredoras ergueram-se para a vida, ouvindo a voz d’Ele.

Homens violentos e impiedosos adoçaram o coração diante d’Ele.

Senhores e servos, esposos e filhos, adversários e infelizes, doentes e estigmatizados pela aflição se renovaram para a vida, reunindo-se numa família depois d’Ele.

E as gerações do futuro abriram  caminhos novos para o amor fascinados pela vida d’Ele.

Ele era a Esperança e fez-se Vida.

Desdenhou os que renteavam com o poder, vinculados à posse, mas não os esqueceu, oferecendo-lhes oportunidades no seu Reino.

Esteve nas vizinhanças da opulência e contemplou os laureados da vida física sem subserviência nem submissão, ensejando-lhes a mensagem redentora.

Mas, Ele mesmo vestiu a túnica da humildade, calçou as sandálias da pobreza total e construiu com os instrumentos do amor perfeito e da dedicação absoluta uma Era inolvidável que o tempo não consome nem a humanidade esquece…

Foi supliciado e permaneceu confiante.

Esteve afligido e demorou confiante.

Ficou abandonado e continuou confiante.

Morto e ressurgido como claro sol depois da noite espessa, voltou confiante à Vida.

Por isso Ele é a Esperança.

* * *

Enquanto vibram no as velhas baladas e cantam nos corações doces melodias, vestindo a Terra de alegrias com a evocação do Natal de Jesus, a face da dor espia e o alquebrado corpo da aflição contempla os que passam no carro festivo da ilusão, carregando sonhos e sobraçando enganos.

Esperam que, nas datas felizes, você se volte para seus irmãos, antes que se encaminhe para a mesa lauta ou dilate excessos para os que privam do aconchego da sua família;

São momentos.

São meninos humildes que o valor do desespero queima…

 

Livro Crestomatia da Imortalidade. Joanna de Ângelis (Espirito). Psicografia Divaldo Pereira Franco. Livraria Espírita Alvorada. Salvador BA. 2ª Ed. 1989.