O MEDO ESTA ME ATRAPALHANDO

Olá queridos leitores, faz tempo que não escrevo, problemas pessoais me afastaram das atividades, mais estou de volta. Justamente esses

Olá queridos leitores, faz tempo que não escrevo, problemas pessoais me afastaram das atividades, mais estou de volta. Justamente esses problemas que tanto me afastaram das atividades me conectaram mais as pessoas. Passei a receber estórias de pessoas, nem sempre de superação, as vezes com relatos doloridos e sofridos porem retratos de vida real. Decidi compartilhar essas estórias aqui, minha contribuição é oferecer um outro olhar a luz da ciência sobre o problema, as vezes o que precisamos é somente isso oferecer ou olhar os problemas sob uma nova perspectiva.

Ana* tem 42 anos é enfermeira, atua em dois plantões num hospital da cidade. É casada a 16 anos, mais sente que não aproveitou nada desse relacionamento, tem uma filha pré adolescente que vê muito pouco por causa do trabalho. Ana*se sente constantemente culpada por não acompanhar a vida da filha como gostaria. Sempre fazendo plantão, horas extras, cobrindo faltas das colegas, afinal as contas nunca foram poucas e somente a renda do marido não cobria todas as despesas. Ana começou a ter cada vez mais dificuldades de concentração, e durante um atendimento em seu trabalho   quase confundiu uma prescrição de medicamento para um paciente o que ocasionou uma crise de choro. Ela relata que foi salva por uma colega de trabalho que administrou o momento da crise e confessou a ela que também estava “no mesmo barco”. Desde esse dia Ana está com medo de errar, ela passou a questionar sua capacidade profissional, ela repete pra si mesma que vai ficar tudo bem, porem a cada dia sente os medos crescerem e se estenderem para o relacionamento com a filha o marido. Passou a conferir pelo menos umas cinco vezes os procedimentos que estava acostumada a fazer no hospital e por causa disso passa a maior parte do tempo insegura. Ana sente que esta adoecendo, sente taquicardia, suor excessivo nas mãos e uma vontade enorme de comer doces. Por não conseguir administrar o medo e ver ele crescer Ana buscou ajuda.

Baseado neste relato, é preciso compreender que não existe maneira de eliminar o medo dos nossos sentimentos, ele é muito importante, diante de uma dose exata de medo temos atitudes mais adequadas durante perigos reais, o medo nos preserva a vida. No caso da Ana o medo se associou a ansiedade, sempre que ela chegava ao trabalho o medo de errar novamente a fazia sentir os sintomas físicos. Isso revela um dado importante, Ana foi exposta a um grande estresse, a situação do erro foi o limite para ela, a partir daí a percepção de perigo real ficou comprometida o que a faz sentir medos de situação em que não há perigo eminente.

Porem essa percepção Ana não tinha, foi somente quando começou a falar sobre o ocorrido que conseguiu correlacionar as situações. Essa compreensão trouxe alivio a paciente, que achava que estava “enlouquecendo”.

A psicoterapia trata do comportamento humano e suas correlações, toda vez que existe uma dor, um sintoma que causa prejuízo emocional um profissional deve ser procurado, seja para um tratamento curto, médio ou longo, o que importa é buscar o bem estar físico e psíquico.

A maioria das pessoas que sofrem de transtorno de ansiedade demoram a procurar ajuda por causa do julgamento das pessoas, pois acreditam que serão consideradas fracas, ou malucas. Isso precisa ser revisto. Precisamos vencer o preconceito sobre saúde mental.

Até a próxima estória.

@neziapsicologa.

P.S: Se quiser você pode me contar a sua, mande no direct @neziapsicologa, vou ficar feliz e receber.

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