Pensando o novo normal

O que mais ouvimos nestes dias é sobre o desejo comum de voltarmos ao normal, depois da pandemia. Desejamos ver

O que mais ouvimos nestes dias é sobre o desejo comum de voltarmos ao normal, depois da pandemia.

Desejamos ver as pessoas, tranquilas, no seu ir e vir, para os seus negócios, a escola, as visitas aos familiares e amigos.

Desejamos ver mais sorrisos e menos rugas de preocupação ou inquietação íntima.

Analisando o contexto, não podemos deixar de registrar as inumeráveis sequelas que o vírus tem causado.

Observamos o estado emocional dos familiares que sofreram a dor pela morte de um ente querido.

Vemos a inconformação de crianças pequenas tendo de enfrentar a vida sem a companhia da mãe ou do pai que foi levado pela pandemia.

Esses casos dolorosos haverão de exigir algo mais de cada um de nós, na caminhada pós-covid 19.

Chegamos a conclusão, diante de tal panorama, que o novo normal não deverá ter os mesmos moldes daquele normal a que estávamos acostumados.

Considerando a pandemia como uma oportunidade de crescimento ético e moral na Terra, o novo normal deverá apresentar um comportamento mais sadio, que manifeste, naturalmente, atos solidários.

A pandemia não aconteceu por um acaso qualquer, pois que na lei divina o acaso não existe.

Se fomos chamados a essa experiência sofrida é para que aprendêssemos uma forma mais fraterna de viver.

Para que despertássemos aquilo de melhor que trazemos no profundo de nosso ser, e colocássemos em prática junto aos nossos irmãos de caminhada.

Tudo em função de novos dias, nos quais deveremos oferecer maior dedicação aos corações lesados, aos que requerem atenção e cuidados constantes.

Será um período decisivo que exigirá uma dose de dedicação ao pequenino que ficou órfão e precisa de apoio emocional e material para sobreviver.

Um momento que pedirá, daqueles que despertamos para o amor, o socorro aos que anseiam por amigos dedicados a fim de suprir, ao menos em parte, as perdas afetivas sofridas.

Esse novo normal nos deverá fazer desejosos por construir uma sociedade mais unida, mais solidária, na qual haveremos de descobrir formas mais humanas de conviver.

Uma sociedade na qual os chamados do Cristo farão eco e soarão em nossas almas como clarins, nos conclamando ao socorro amigo.

E nossos ouvidos, antes indiferentes ao sofrimento alheio, se abrirão para os clamores dos que choram.

Nosso amor ao próximo será equiparado ao amor que dedicamos a nós mesmos, pois que todos sofremos e precisamos desse ingrediente celeste.

Nossas preces abrangerão todos os lares onde alguém sofre, pois também necessitamos das preces alheias nos momentos de sofrimento.

Haveremos de perdoar aos nossos inimigos, reconhecendo que todos somos passíveis de erros, nesta jornada terrena.

Não deverá faltar a palavra amiga, a ajuda compassiva, o abraço confortador.

Perceberemos que não importa o que ofertemos ao outro, desde que acompanhado por sentimentos positivos.

O normal, depois da pandemia, será, com certeza, a constância do amor em tudo o que fizermos, um marco para o recomeço de tudo que nos rege, no mundo.

Preparemo-nos para esse novo normal, desde agora.

Redação do Momento Espírita.

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