TEMER: MUITO A TEMER!

O intelectual Leonardo Boff afirmou: Se os pobres desse país soubessem o que estão preparando para eles, não haveria ruas

O intelectual Leonardo Boff afirmou: Se os pobres desse país soubessem o que estão preparando para eles, não haveria ruas onde coubesse tanta gente para protestar contra o Impeachment. O Impeachment é um golpe contra a democracia tão escancarado que somente o defendem abertamente aqueles que nada têm mais a zelar em termos de caráter e reputação, pois, os demais perdem o sono ao pensar em receber o carimbo de golpistas pela história. A desinformação é tanta que, não raro encontro até pessoas com ensino superior que pensam ser o processo de Impeachment ocasionado por denúncia de corrupção contra a Presidenta Dilma, o que não corresponde a verdade, pois, o processo aberto tem como causa as pedaladas fiscais em que Dilma para não deixar de honrar o Bolsa Família (que tirou o Brasil do Mapa da Fome da ONU e que acabou com a morte pela fome que ceifava 290 vidas diariamente no governo do, pasmem, sociólogo e professor FHC) fez com que a Caixa pagasse o Bolsa-Família e devolveu mais tarde todo o recurso utilizado pelo banco estatal, esta manobra já foi utilizada por 17 governadores estaduais e mais de uma centena de prefeitos, e também foi utilizada por FHC e até Barack Obama (EUA), e ninguém foi cassado.

Os golpistas apostam na desinformação, na manipulação e na omissão do real conteúdo do Impeachment e quando confrontados ao fato de que estão operacionalizando um golpe à democracia afirmam que o Impeachment está previsto na Constituição. Ocorre que o Impeachment previsto na Constituição estabelece a necessidade de crime de responsabilidade imputado ao presidente e nada pesa contra Dilma, o que configura golpe. Se for para que o Impeachment se efetive em todas as suas fases, torço para que o golpista e corrupto Michel Temer seja cassado e o caminho aberto para o herói fora da lei dos golpistas, Eduardo Cunha, o maior dos vigaristas do Congresso Nacional e para vergonha nacional, Presidente da Câmara dos Deputados, seja alçado à condição de Presidente da República, pois, se é para sermos humilhados e desmoralizados por um Congresso dominado por bandidos, que a humilhação seja suprema e motivo de chacota em todo o mundo. O que o Brasil ganharia com um governo Temer? Somente: Uma jovem e belíssima Primeira Dama. Michel Temer é tão ruim de voto e tão impopular que vê-lo alçado à condição de Presidente somente é possível por meio de um golpe. E Temer especializou-se em dar golpes, um dia o fez contra Itamar Franco por ocasião do apoio do PMDB a FHC e agora o faz contra Dilma. Lula teve mais sorte, pois, teve um Vice-Presidente decente, o saudoso empresário mineiro José Alencar. Dilma ao se coligar com o PMDB, o partido mais fisiológico da nação, não teve a mesma sorte. Temer, Eduardo Cunha (PMDB) e José Serra (PSDB) formam o triunvirato do golpismo que teve na inconformidade de Aécio Neves (PSDB) com a derrota, o estopim do golpe que se tenta implantar.

A história será revisada e todos aqueles que apoiaram o golpe, vingando ou não, levarão para sempre o selo de golpistas em sua biografia, sejam pessoas públicas ou anônimas. Após analisar o documento Uma ponte para o futuro que pode ser obtido no site do PMDB, chego à conclusão que se trata do desmonte da nação, do destravamento da agenda neoliberal, do retorno a privatização das estatais, da entrega do Pré-Sal e da Petrobras à iniciativa estrangeira, da destruição da CLT, do fim de grande parte dos direitos trabalhistas ao prevalecer o negociado sobre o legislado, da redução dos impostos (para os ricos) e não o fim da tributação regressiva em que os pobres pagam mais impostos que os ricos. A proposta também estabelece que os aposentados não tenham o mesmo reajuste do pessoal da ativa e que aposentados poderão ganhar menos que o salário mínimo para não comprometer a Previdência Social, também estabelece o fim dos reajustes reais do salário mínimo para permitir maiores lucros aos patrões. Pretende ainda levar o Brasil novamente à submissão aos Estados Unidos, retirar-se do BRICS e reduzir sua participação no MERCOSUL. E a cereja do bolo: O governante poderá livremente decidir quanto investir em Educação e Saúde, com o fim dos percentuais mínimos hoje fixados em Lei, o resultado será uma precarização ainda maior da Educação e da Saúde pública, afinal, a elite não precisa de escola e saúde pública, e ela sabe que quando a Senzala aprende a ler, sempre traz problemas para a Casa Grande, então, melhor cortar o mal pela raiz!