Temer não vai deixar pedra sobre pedra!

Há alguns dias o empresário Flavio Rocha (PRB) disse: se a Petrobras é eficiente, não precisa do monopólio. Se ela

Há alguns dias o empresário Flavio Rocha (PRB) disse: se a Petrobras é eficiente, não precisa do monopólio. Se ela é ineficiente, não merece! Rocha (que apoiou o golpe de 2016) quer se viabilizar candidato nas próximas eleições e por isso faz uso de clichês ou discursos chicletes que apesar de não ter a profundidade intelectual que o tema exige conquista adeptos. Penso que Rocha está totalmente equivocado. Não é a Petrobras que precisa do monopólio. Não é a Petrobras que precisa do Brasil. Mas, o Brasil é que precisa da Petrobras. E o Brasil precisa de uma Petrobras forte. Uma Petrobras que seja gerida como uma empresa pública e não de mercado. Pois, o mercado não tem nenhum sentimento de patriotismo. O mercado é inflexível, não irá baixar preços porque caminhoneiros fazem greve ou porque o governo está preocupado com a taxa de inflação. O mercado não se preocupa ao desempregar trabalhadores nacionais para produzir plataformas ou o que o valha noutros rincões do planeta onde a mão-de-obra for mais barata ou possibilitar mais lucros.

Caso fosse intelectualmente esclarecido e verdadeiramente patriota Rocha teria dito: Se o Brasil precisa da Petrobras para fomentar o desenvolvimento nacional (fornecendo combustíveis mais baratos, gerando empregos na indústria naval e fortalecendo a economia nacional) não deve ser privatizada. Se o Brasil não precisa da Petrobras para se desenvolver, então a sorte desse país é grande, pois, tem nela como empresa pública um grande apoio adicional para elevar essa nação ao posto de potência que a ela é naturalmente destinado. Flavio Rocha também defendeu a privatização de todos os bancos estatais. Penso que os bancos estatais têm uma importância fundamental para o país. Foi por meio dos bancos estatais que o governo Lula freou a alta dos juros durante a crise internacional de 2008 ao puxar para baixo as taxas de juros praticadas ao consumidor no país. Os bancos estatais financiaram caminhões, automóveis, casas, etc. com juros menores beneficiando a população e ajudando a enfrentar aqueles dias turbulentos. A quem interessa a privatização dos bancos estatais? Certamente não é ao povo brasileiro! Mas, sim, aos banqueiros privados nacionais e estrangeiros, que, predadores que são, estariam livres da concorrência estatal, para impor a lei da selva e fazer de você cidadão (a presa) a pagar juros escorchantes!

Todo governo ilegítimo, portanto desprovido dos méritos democráticos faz uso do entreguismo para conquistar simpatia internacional. Porém, como o dinheiro compra o sexo, mas, nunca o amor verdadeiro, nenhuma grande autoridade internacional quer tirar fotografia ao lado do líder ilegítimo ou ter seu nome a ele associado, por isso, não recebemos mais a visita de grandes chefes de Estado, pois, vir ao Brasil de Temer é como se deixar fotografar num bordel (causa severos arranhões na imagem pública). O governo temerário de Temer vem entregando as riquezas nacionais a preços vis inclusive para a estupefação de empresários e intelectuais de países que estão se apoderando de nossas riquezas. O governo Temer é o governo do golpe de 2016 travestido de Impeachment (golpeachment) e que foi alçado ao poder pelos patos paneleiros. Não por acaso, é a oposição ao governo Dilma liderada pelo PSDB, DEM, PPS, etc. que hoje se encontra no poder exercendo cargos de confiança no governo ilegítimo contra nenhum cargo de político ligado ao PT de Dilma. Temer seria vice-presidente decorativo até o último dia do mandato de Dilma no que dependesse de quem nela votou. Temer não é continuação do governo de Dilma, pois, não aplica o plano de governo eleito nas urnas em 2014, mas, o plano Ponte para o Futuro (que jamais foi ou seria aprovado nas urnas, por isso, a necessidade do golpe de Estado). Um plano que é irmão siamês do plano de governo do candidato derrotado Aécio Neves (PSDB). Temer faz um governo de sabotagem ao projeto de nação soberana e não vai deixar pedra sobre pedra daquilo que o Brasil estava começando a ser: uma nação respeitada no exterior!