A ascensão dos generais

Como cultivamos um certo zelo pelas nossas instituições democráticas não podemos evitar a impressão de uma certa “síndrome de cachorro

Como cultivamos um certo zelo pelas nossas instituições democráticas não podemos evitar a impressão de uma certa “síndrome de cachorro picado por cobra”. Também em relação à origem dos ocupantes do governo em Brasília. Recentemente na Casa Civil, sai um civil, e entra um general. É o presidente, ele um capitão, que nomeia e exonera. É de se entender, que ele vindo das fileiras do exército, tenha a sua preferência, mas já não tem muito militar no governo em um país que vive uma democracia recente? Ou também seria a confiança povo nas Forças Armadas? Depois de quase quatro décadas, os militares podem voltar ao centro do governo, agora democraticamente. Um descendente de João Goulart, o Jango, derrubado em 1964 pelos militares, nas eleições de 2018 habilitou-se como candidato, e nem sequer foi lembrado nas pesquisas eleitorais. É interessante notar que, depois de deixarem o poder, os militares começaram a receber críticas violentas, mas Jango não teve até hoje nenhum defensor entusiasmado. Vamos em frente! É interessante notar também que nossos generais passaram a fazer algo de que não gostam: bater continência a um ex-subalterno, que é hoje o presidente da República Federativa do Brasil.

As vésperas do fim das eleições de 2018 o eleitor brasileiro estava mergulhado em um mar de contradições. Se por um lado o candidato da direita foi inicialmente contra o Bolsa Família e defendeu a ação de grupos de extermínio, por outro o candidato da esquerda já relativizou o trabalho escravo e pediu ao PT que defendesse o socialismo com mais brio. Aí estamos diante de um ditado muito popular que diz: “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.

Hoje, já temos pelo menos um pouco mais de orgulho do verde e amarelo e a ter credibilidade lá fora.

Nós amamos as palavras Verde e Amarelo, mas a palavra “amarelar significar no sentido figurado, “perder a coragem na situação difícil”. Já para Israel Pedrosa, no livro “Da Cor à Cor Inexistente”, o amarelo é o símbolo da mente e do intelecto, estando associada ao verão, ao otimismo, à iniciativa e a disposição para agir. Já nas eleições passadas, no primeiro turno, a candidata Marina Silva, declarara que Bolsonaro havia “amarelado”, recusando-se a participar dos debates. O mesmo aconteceu em relação ao presidente Lula, quando nas eleições de 2006, já praticamente reeleito, optou por não participar de um dos debates, atendendo à sugestão de alguns de seus ministros.

Afinal, Lula e Bolsonaro amarelaram no sentido de fraquejar diante dos seus opositores, ou amarelaram em recurso à simbologia da cor, demonstrando esperteza para não se arriscarem a perder votos? Os Estados Unidos possuem pelo menos um debate, lá também existe a liberdade da não obrigatoriedade do voto. Aliás, lá existe segundo turno?

Aquecimento Global

A sensação que se tem é que a preocupação com as mudanças climáticas e as possíveis consequências danosas para todo o planeta acaba ficando apenas na eloquências dos discursos e na ausência de medidas práticas. Nas reuniões de que participam as principais potências globais prevalecem só as intenções, que na maioria das vezes não se concretizam. Infelizmente a grande maioria das líderes globais ainda não conseguiu entender que o problema poderá ser grave.