A importância do cirurgião-dentista no acompanhamento do paciente em tratamento oncológico

Dra. Leticia Ruths Almeida CROPR 26934 Cirurgiã-Dentista Especialista em Implantodontia, Cirurgia Plástica Periodontal e Periimplantar – São Leopoldo Mandic (unidade

Dra. Leticia Ruths Almeida CROPR 26934

Cirurgiã-Dentista Especialista em Implantodontia, Cirurgia Plástica Periodontal e Periimplantar – São Leopoldo Mandic (unidade Curitiba)

Habilitada em Laserterapia – São Leopoldo Mandic (unidade Curitiba)

Atendimento: (42) 36353589 – Rua XV de novembro, nº 2861 (ao lado do laboratório Modelo)

 

Atentando ao Novembro Azul, de acordo com Neville, B,  2009. ‘’O perfil da população com maior susceptibilidade ao carcinoma de células escamosas, o tipo mais frequente de câncer de boca, corresponde a indivíduos com idade superior a 50 anos, do sexo masculino, residentes em zonas rurais.’’

O cirurgião-dentista, além de diagnosticar alguns tipos de neoplasias, pode atuar de uma maneira complementar no tratamento ao paciente oncológico. Como isso acontece?

Como o tratamento é multidisciplinar, antes de uma intervenção cirúrgica, radioterápica ou quimiterápica, uma avaliação clínico-radiográfica feita pelo dentista, com intuito de identificar alterações patológicas tanto em tecido ósseo quanto em tecido mole é de extrema importância.

Focos de infecção prévia são removidos e adequa-se o meio bucal para diminuir a quantidade de bactérias pré-existentes. Infecções bucais podem contribuir para instalação de condição inflamatória sistêmica, servindo como fonte de disseminação de microrganismos por via hematogênica (corrente sanguínea). Como esses pacientes sofrerão, na maioria dos casos, uma imunossupressão, o objetivo é evitar ou diminuir a chance de que isso aconteça.

Durante o tratamento, algumas infecções podem surgir, e o cirurgião-dentista estará habilitado a diagnosticá-las e tratá-las no momento correto. Alguns procedimentos odontológicos devem ser evitados inicialmente, principalmente aos submetidos a radioterapia de cabeça e pescoço. Já os efeitos citotóxicos dos quimioterápicos são de natureza transitória, não tendem a alterar as condições teciduais após o término da administração das drogas. No entanto, a recomendação é que procedimentos eletivos sejam feitos após o término do tratamento.

As complicações orais mais comuns dos pacientes submetidos ao tratamento quimioterápico são mucosite, xerostomia (diminuição ou ausência de salivação) e infecções fúngicas, virais ou bacterianas. A mucosite oral é a forma mais comum de complicação oral decorrente das terapias oncológicas, representando uma inflamação da mucosa oral, extremamente dolorosa e debilitante. O tratamento para tal ainda é basicamente paliativo, porém estudos recentes apontam os benefícios da fototerapia com laser em baixa intensidade no tratamento destas lesões e no controle da dor. Essa terapia, que compete também ao cirurgião-dentista habilitado em laserterapia odontológica, resulta em uma diminuição do dano, reparação e efeito analgésico imediato.

No tratamento radioterápico, das complicações podemos citar: mucosite, osteorradionecrose, disfagia (alteração da deglutição), odinofagia (dor na deglutição), xerostomia, cárie de irradiação, infecções fúngicas, virais, bacterianas e trismo (dificuldade para abertura bucal) que podem interferir na terapêutica médica, aumentar a internação hospitalar, além de complicações sistêmicas graves. É de fundamental importância que o cirurgião-dentista esteja familiarizado com tais complicações para que possa prevenir, controlar e tratar tais consequências.

Por fim, também compete ao cirurgião-dentista, sempre orientar como fazer o autoexame bucal e fazer uma anamnese completa do paciente logo na primeira consulta.

(Essa parte abaixo pensei em fazer num campo separado e destacado, tipo uma caixa ? kkkkkkkk)

Como deve ser feito o autoexame de câncer bucal?

O autoexame deve ser realizado em um local bem iluminado e diante do espelho. Deve-se afastar bem as bochechas e os lábios. Palpar o palato (céu da boca). Observar toda a gengiva. Colocar a língua para um lado e para o outro, e colocá-la para acima, a fim de avaliar o assoalho bucal. E por fim, colocá-la para fora e apalpar toda sua extensão. Se observar machas esbranquiçadas, avermelhadas, nódulos, aumento de volume repentino, lesões ulceradas que se assemelham a aftas e que não cicatrizaram em 15 dias, procure de preferência um cirurgião-dentista. O câncer de boca pode acometer qualquer região da cavidade bucal, mas é mais comum em região posterior de língua, assoalho e lábio inferior.